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25/03/2012 - Saímos as 6:00 horas da manhã em direção a Tungnath – India, divisa com a China e o Nepal, integrando a turma do trekking, tem eu, Brasil sil sil!, 1 Dinamarquesa, 1 Americano(do Colorado), 1 Inglesa e 15 Israelenses. Os Israelenses parecem todos do exército. Estou achando que eu deveria ter ficado em Richikesh. Bem, mas como tive o pressentimento de que deveria ir nessa subida, onde faremos 4 km no primeiro e acamparemos a 2.200 metros de altitude, no segundo dia faremos 17 km e acamparemos 3.500 e no último dia faremos mais 4 km e chegaremos a 4.000 metros de altitude.

Nos acompanhando como guias tem 2 Indianos, um com cara de Hindu (o Hepi) e o outro com cara de Mongol (Rama), caras legais e aparentam conhecimento do assunto. Andamos sempre próximo ao Ganges, vendo o precipício lá em baixo, até onde o Ganges começa, ou seja vi onde o Ganges nasce, a partir de dois rios, o Bharixati e o Alaknanda e depois seguimos na margem do Alaknanda, até que esse fica bem pequeno, daí começamos a subir e subir, até que chegamos em um ponto onde o carro não podia mais seguir em frente. Ao todo percorremos uns 200 km., furamos um pneu, contamos histórias de cada país, os Israelenses contaram mais histórias, Catarina da Dinamarca meio dividida entre o pais dela e do Ben(EUA), namorado dela, começou a contar histórias dos dois países o que acabou por integrar o grupo, o incrível que ela tem somente 20 anos.

Depois que o carro parou, colocamos as mochilas nas costas e começamos a subir lentamente. Alguns dos Israelenses, fumadores ficaram pelo caminho, precisamos esperar. O guia ajudou a carregar a mochila de alguns e os mantimentos seguiram de burrinho. Chegamos ao ponto de acampamento por volta das 19:00 horas, já escuro, deixamos as coisas e vamos jantar.

 

Acabada a janta, providenciaram um fogo e um luau tomou forma, cada um cantando músicas da sua terra, menos eu, já que não queria fazer o Brasil passar vergonha. Uma Israelense, sabia parte da letra do “Nossa! Nossa! Assim você me mata. Delícia, Delicia...”, gente ela cantou em português! Essa música atravessou o mundo mesmo.

Bem, estou até envergonhado de ter pensado que podia não ser uma boa ideia ir com eles para o trekking, só porque eram israelitas. O pessoal, convida, chama, falam em inglês para que possamos nos integrar, realmente está muito legal a convivência e todos procurando ajudar um ao outro.

O clima aqui em cima (2.200 metros), está uns 4 graus, bastante frio. Vamos dormir em barracas, forradas com borracha, dentro de sacos de dormir, acho que vai ser bem tranquilo, pois estou me sentido bem e aquecido. O Guia alerta a todos que se tiverem enjoos, dor de cabeça, ou qualquer outro sintoma, que ninguém deve tomar remédios, que devemos avisá-lo que ele tem alguns chás para amenizar, e que, se tomarmos pílulas poderíamos começar a vomitar e impossibilitar a caminhada de 17 km no próximo dia.

Já são umas 10:00 horas da noite e vou para a cama ou melhor, para o saco. Amanhã iniciaremos a caminhada ás 09:00 horas e precisaremos andar 17 km, daqui já dá para ver as montanhas cobertas de neve que nos circundam, são lindas, tem uma a frente que é um espetáculo. Valeu a pena chegar até aqui.

Elton Iappe
Acampamento Trekking