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Tibetanos no centro LhasaO café no hostal tem torradas, um chá preto, mas que eles pensam que é chá verde e que eu misturo com leite e fica parecendo um tchai indiano, ovos fritos e algumas comidas chinesas ou nepalesas que não caem bem no paladar dos ocidentais. Alguns restaurantes que conhecem os nossos hábitos conseguem entender “que existe gente no mundo que não gosta de pimenta” e outros que você pode explicar exaustivamente e eles trazem o prato com ainda mais pimenta.

O que realmente impressiona a cada momento é a vontade de dizer um oi, um olá, uma abanada de mão e quando Monastério de Drepung                                                        correspondemos eles saem dando risadinhas e conversando. A forma como nos tratam faz me sentir algo como um astro famosíssimo, aquela pessoa que todo mundo quer chegar perto, receber um olhar, uma palavra... Eles realmente são muito amáveis e não se percebe maldade da parte deles. Nosso guia disse que a 10 anos atrás eram ainda mais amáveis, mas que as pessoas mudaram muito nos últimos anos.

No templo que vamos hoje já haviam cerca de 10 mil monges, mas que hoje não passam de 500. Para ser monge hoje precisa de uma autorização governamental e que bem difícil de se obter. Antigamente as famílias decidiam e a pessoa entrava por vontade própria e normalmente era aceito.

Sala dos mil Budas – Monastério de DrepungNove horas em ponto nosso guia nos espera no saguão, acabamos de comer e saímos. Nos espera uma Van porque o monastério fica longe. Chegamos a local, aparentemente é igual ao que visitamos ontem, subimos tiramos algumas fotos internas, visitamos a cozinha do monastério que realmente é impressionante pelo tamanho das panelas, a posição dos utensílios que obedecem uma ordem perfeita e o que se pode chamar de fogão, que de tão grande que é os monges caminham sobre ele.

Depois entramos para o salão principal, onde os monges estão entoando um mantra, cerca de uns 50 monges, o guia explica que esseDisposição dos utensílios no Monastério de Drepung    mantra que estão entoando é um mantra simples, mas não entendi porque naquele dia era simples. Algumas pessoas passam entre os monges e deixam dinheiro no colo deles que depois eles pegam e guardam. É bem mágico e a mistura de sons que eu não sei descrever segue por um longo tempo, mas nosso tempo se acaba e precisamos ir para o almoço, porque a tarde vamos a outro mosteiro, mas o mantra continua.

Esta viagem está muito completa e mesmo que tivesse pensado em tudo ainda assim não seria tão perfeita. Passamos por Hong Kong onde a modernidade impera, depois fomos para uma cidade menor, mais desorganizada e menos rica, depois Chengdu onde organização e a riqueza estão em cada olhar, depois uma cidade turística – Jiuzhaigou, onde experimentados neve e paisagens belíssimas, depois Xi'an, onde a história da China se revela por meio dos Guerreiros de Terracota, agora estamos num lugar onde a tradição dá as cartas, os monges, templos com mais de 1.300 anos, deserto e tudo mais. Aventura perfeita! Qualquer coisa é lucro e nem chegamos ainda a Beijing, que por si só é uma viagem, tanto pela história como pelas belezas do local.

Fogão do Monastério de DrepungViajar é assim sempre, uma surpresa a cada dia, hoje quando estava participando da cerimônia dos monges, pensei para mim mesmo, por mais que eu tivesse imaginado, não poderia imaginar uma aventura mais completa que essa.

Detalhe interessante sobre Lhasa, raros os lugares onde preciso usar batom de cacau, mas aqui, neste clima de deserto, onde o pouco de umidade que tem vira gelo, as coisas ficaram sérias, preciso tomar cuidado pois estão começando a rachar, mesmo usando o batom de cacau.

Depois do almoço vamos visitar mais um monastério – Monastério de Sera, mas como já disse, se visitou um, os outros se parecem, osCerimônia no Monastério Drepung mesmos Budas as mesmas histórias e assim por diante. Este de diferente tinha um Buda Cavalo que ajuda quando as crianças não dormem, eles trazem até esse Buda e logo, tinham muitas crianças no local. Eu e o Alexandre resolvemos subir a montanha que tinha atrás do monastério. Foi bem legal. Alguns meninos e meninas pediram para tirar fotos com nós e foi aquela festa com fotos para todos lados e muitas risadinhas, pois não sabem uma só palavra em inglês.

Monastério de SeraInteressante são os açougues daqui, a carne de iaque fica exposta de manhã até de noite e eles cortam os pedaços sobre trocos de madeira. Meio estranho, também que esses locais são sempre bastante sujos.

Achamos alguns restaurantes por aqui que servem comidas ocidentais, tipo pizza, massas, etc, é claro que feijão e arroz da maneira que conhecemos não existe por aqui e o arroz que servem vem sempre sem sal.

Abraços a todos e sem Gmail não estou conseguindo responder aos comentários, mas depois leio todos. Só para relembrar, aqui naAçougue de Iaque no Tibet China, qualquer produto Google não abre, por restrição governamental.

Elton Iappe

11/04/1015

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