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Agronegócio

Agronegócio é o motor da economia regional

entrevista tunico de melo 2ÁGUA BOA - O produtor rural Antonio Fernandes ‘Tunico’ de Mello informou nesta sexta-feira, que 70% da safra da soja já tinha sido vendida antecipadamente pelo sojicultor.

Hoje a saca da soja está avaliada acima de R$ 150,00. Porém, segundo ele, os produtores fazem o planejamento meses atrás, seja pela venda antecipada da soja ou pelo sistema de troca por insumos.

Na época, os produtores venderam a soja por valores bem abaixo, R$ 80,00 a saca. Sobraram apenas 30% da safra para venda na hora da colheita. Ele lembra que tem os descontos de Fethab, Funrural e outros impostos.

Outro agravante é que o custo para plantar a próxima safra será maior. Citou como exemplo a compra de fertilizantes, que já registrou aumento de mais de 20%.

Além disso, existem aumentos nos preços dos calcários, máquinas, mão de obra, sementes, defensivos, peças e demais serviços. A realidade é que o agronegócio proporciona emprego e geração de renda e impostos, mas nunca existe certeza de preço na hora da venda.

'Tunico' destacou que também falta espaço em armazéns graneleiros, uma realidade não só do município, mas também da região. Outro problema foi a falta de caminhões para transportar a safra.

Nesse ano o pico da safra foi concentrado em poucos dias em Mato Grosso, o que exigiu muito da logística de transporte. O lado positivo é que o transporte da safra também gera renda para os transportadores de cargas.

Ele estima que o transporte da soja das lavouras até os armazéns no município, devem ter gerado algo em torno de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões de reais de frete. Daria uma média de R$ 2,00 de média de preço de frete doméstico por saca de soja.

Durante o período da safra, centenas de caminhoneiros estavam efetuando este serviço de transporte. Os motoristas gastaram no comércio local na compra de alimentos, insumos, combustíveis, farmácia, oficina e outros serviços.

O frete gera 2% de impostos em ISSQN para a prefeitura. Fora isso, outro imposto extraído da soja é o Fethab (Governo Estadual), que também gerou quase R$ 20 milhões ao governo do Estado. O agronegócio impacta positivamente na economia.

Além disso, o produtor de soja faz suas compras no comércio local. São insumos como adubo, fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes, calcário, combustível para abastecer as máquinas agrícolas, e alimentação.

Tem ainda os serviços de oficina, compra de peças e máquinas, entre outros serviços necessários para a manutenção dos serviços do agronegócio. Por isso ‘Tunico’ de Mello ressalta que o agronegócio é motor da economia local e regional.


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