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Agronegócio

Milho balanço semanal do IMEA

Atualizada dia 05 jul 22

Segundo o 10º relatório da safra de milho em Mato Grosso realizado pelo Imea, as estimativas de área e produtividade para a safra 2021/22 se mantiveram inalteradas em relação ao último relatório, tendo em vista as poucas alterações reportadas quanto ao panorama das lavouras no estado. Desse modo, a área se manteve estimada em 6,39 milhões de hectares, valor 9,43% superior ao observado na safra passada.
Até a última sexta-feira (01/07), cerca de 55,50% das área de milho em MT foram colhidas e diante dos rendimentos reportados pelos informantes, o instituto manteve a previsão de produtividade do cereal em 102,10 sc/ha na média do estado. Para o mês de julho, quando um maior percentual das áreas atingidas pela escassez hídrica nos meses de abril e maio for colhido, o Imea deve reavaliar os dados da safra. Por fim, sem alterações nos números, a expectativa quanto à produção permaneceu em 39,16 milhões de hectares, 20,24% a mais que na temporada passada.
QUEDA: com a maior disponibilidade de milho no mercado interno devido ao avanço da colheita, a cotação do milho disponível em MT apresentou queda de 4,34% na última semana.
B3 CORRENTE: acompanhando o mercado externo e com o avanço da colheita do cereal no país, as cotações do milho na bolsa brasileira recuaram 3,84% na última semana.
DÓLAR EM ALTA: com temores de uma recessão global e aumento da taxa de juros americana, o dólar ficou cotado a R$ 5,26/US$ na última semana, alta de 0,96%.
Relatório do USDA prevê aumento na área plantada de milho em relação a primeira estimativa para a safra 2022/23 nos EUA.
Na primeira estimativa de área plantada realizada em mar.22 pelo USDA, o departamento previa que seriam semeados 36,22 milhões de hectares do cereal para a safra 2022/23, número 3,68% menor em relação ao ano anterior, dado as previsões de clima mais seco no país. Assim, com os atrasos na semeadura do cereal, que ocorreram em grande parte do período dos trabalhos a campo em virtude do clima adverso, a nova estimativa do USDA manteve a previsão de menor área plantada para essa temporada.
Porém, trouxe uma revisão positiva em relação a primeira estimativa em 0,47%, agora estimado em 36,39 milhões de hectares. Por fim, a divulgação da correção impactou a bolsa de Chicago na última semana, que recuou 1,00% nas cotações do milho no contrato corrente no comparativo semanal, com a perspectiva de maior oferta do cereal no mercado.

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Atualizada dia 28 jun 22

CUIABÁ - A colheita do milho em Mato Grosso atingiu 35,70% da área prevista até a sexta-feira (24/06), o que representa um avanço semanal de 10,13 p.p. em relação à semana passada. Os trabalhos na região norte foram mais intensos e registraram 14,35 p.p. a mais que no último relatório, seguida da médionorte, com 12,94 p.p. e noroeste, com 10,12 p.p.
Desse modo, até o momento, as regiões com o maior percentual colhido são a médio-norte, norte e nordeste, com 45,47%, 39,49% e 36,83%, respectivamente. Contudo, há relatos de falta de armazéns disponíveis em alguns municípios, forçando o despejo do milho colhido a céu aberto, o que é um ponto de atenção quanto a qualidade do cereal, dado a exposição às variações climáticas. Por fim, a colheita do cereal no estado segue adiantada em relação à série histórica do Instituto para o período e está 25,99 p.p. adiantada se comparado com à temporada passada, reflexo do adiantamento da colheita da soja e semeadura do milho no estado,
QUEDA: com a maior oferta de milho no mercado em função da colheita, o preço do milho disponível em MT apresentou queda de 6,86% na última semana.
BASE MT-CME: mesmo com o avanço da cotação do milho na CME, a alta do dólar continuou distanciando os preços do cereal no estado em relação a Chicago.
DÓLAR EM ALTA: devido às preocupações com políticas monetárias mais rígidas e a crescente alta da inflação nos EUA, a moeda americana teve alta de 1,35% na última semana.
Apesar do atraso no plantio do milho norteamericano para a safra 2022/23, as condições das lavouras estão melhores que o observado na safra passada, para o período. 
Segundo o relatório de acompanhamento de safra dos EUA divulgado pelo USDA na segunda-feira (27/06), o percentual emergido do grão nos EUA, já se encontra em 100%. Em relação às condições das lavouras, mesmo com os atrasos em grande parte do período da semeadura de milho no país, o percentual de áreas consideradas boas ou excelentes está em 67%, recuo de 3 p.p. em relação a sema passada. 
Quando comparado com o mesmo período da safra passada, a soma das lavouras nessas condições era de 64%. Contudo, a revisão negativa na semana passada quanto a situação das lavouras nos EUA impactaram na alta das cotações na CME Group na segunda-feira. Assim, os relatórios do USDA quanto a situação das lavouras devem continuar sendo um indicador importante no curto prazo para as movimentações na bolsa

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Atualizada dia 21 jun 2022

CUIABÁ - O custeio mensal da safra 22/23 ficou em R$ 3.585,06/ha no mês de maio em Mato Grosso, o que representa uma leve queda mensal de 0,38%, contudo, valorização de 12,84% frente à safra 2021/22. Essa alta se deve a forte influência do acréscimo nos preços dos macronutrientes, uma vez que durante esse período, o KCl , MAP e a ureia tiveram um avanço de 43,79%, 43,38% e 41,36%, respectivamente, em suas cotações.
Isso se deve, principalmente, à crise energética chinesa no fim de 2021, o que desfalcou a oferta de fertilizantes no mercado, bem como ao estopim dos conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, que vem dificultando o escoamento desses produtos para exportação e impactando diretamente na oferta mundial. Sendo assim, com o preço ponderado do milho em maio da safra 22/23 em R$ 65,23/sc, a relação de troca do MAP ficou em 95,70 sc/t, KCl em 85,39 sc/t e ureia em 71,16 sc/t, alta de 27,47%, 66,92% e 20,92%, respectivamente, se comparado com a safrapassada do cereal.
MILHO MT VALORIZA: Com Chicago e o dólar em alta, o preço do milho em MT acompanhou o mercado na última semana, com alta de 2,93%.

BASE MT-CME AUMENTA: Mesmo com o avanço nas cotações da CME, a alta do dólar distanciou os preços do cereal no estado em relação a Chicago.
DÓLAR SOBE: Com o FED rajustando a taxa de juros americana, o valor do dólar cresceu 4,38% diante do real na semana passada e finalizou o período cotado a R$ 5,14/US$.
Valor do frete de grãos via transporte rodoviário em Mato Grosso tem grande alta no último ano. 
Com o avanço da colheita no estado, a demanda por veículos de carga tende a crescer nesse período. Contudo, apesar do crescimento sazonal esperado nos preços do frete durante a colheita, outros fatores, como o preço do barril do petróleo, vêm impulsionando ainda mais os fretes. Para se ter ideia, o preço do barril Brent em Nova York e do Diesel S10 no estado, tiveram alta de 71,36% e 50,25%, respectivamente, entre os meses de jun.22 e jun.21.
Em consequência, para fins de comparação, a média de preço do frete na primeira quinzena de jun.22, de Sorriso à Santos, via transporte rodoviário, foi de R$ 27,17 /sc. No mesmo período do ano passado o preço era de R$ 19,95/sc, aumento de 13,04%. Por fim, a relação de troca frete/milho vem crescendo no estado e a rota de Sorriso para Santos em jun.22 teve uma relação de 39,03%, 11,07 p.p. acima do observado mesmo período do ano passado.

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Atualizada dia 14 jun 2022

CUIABÁ - Até a sexta-feira (10/06), Mato Grosso colheu 16,22% da área estimada para a safra 21/22 de milho, avanço de 10,24 p.p. ante a semana passada e um adiantamento de 14,29 p.p. se comparado com o mesmo período da safra anterior. A região médio-norte lidera a colheita com 17,95%, seguida da noroeste, com 16,75%, e a sudeste, com 16,61%.
Assim, o ritmo adiantado dos trabalhos é influenciado pela antecipação da semeadura e colheita da soja em algumas regiões, que veio a beneficiar o adiantamento do plantio do milho em relação às safras anteriores. Cabe destacar que, por ora, as precipitações observadas em alguns municípios produtores não vieram a prejudicar o avanço da colheita e a qualidade do milho.
Apesar dos cenários positivos de produtividade nas áreas já colhidas, algumas regiões, como a centro-sul e a oeste, tiveram parte das áreas semeadas fora da janela ideal e estresse hídrico nos meses de abril e maio, que pode vir a impactar na produtividade das lavouras conforme o avanço da colheita.
ACRÉSCIMO: As cotações do milho na bolsa brasileira (B3) tiverem alta de 0,83% e ficou cotado a R$ 88,57/sc no comparativo semanal.
ALTA: Com perspectivas de redução na área plantada de milho nos Estados Unidos, segundo o USDA, as cotações do cereal na CME Group ficaram em US$ 7,62/bu na última semana.
INCREMENTO: Com o aumento da inflação americana, o mercado especula acréscimo na taxa de juros. Desse modo, o dólar apresentou alta de 2,43% na última semana.
Comercialização da safra 2021/22 de milho em Mato Grosso segue a passos curtos em maio. Segundo o Imea, as vendas da safra 2021/22 atingiram 61,01% da produção esperada, avanço de 3,14 p.p. em relação ao relatório anterior, entretanto, 10,97 p.p. abaixo do observado nas últimas cinco safras.
As regiões que mais apresentam atraso são a sudeste, noroeste e centro-sul, com 56,96%, 57,21% e 59,75%, respectivamente. O cenário é resultado das incertezas quanto à produtividade do cereal em função do estresse hídrico que as regiões produtoras do estado enfrentaram nos meses de abril e maio.
Outro fator são as incertezas por parte dos produtores em comercializar grandes volumes antecipadamente, dado que na safra anterior os preços apresentaram valorização significativa no segundo semestre. Em relação ao preço médio comercializado, ficou em R$ 69,66/sc no estado, queda mensal de 3,98%. Esse movimento foi pautado pela entrada da oferta de milho no mercado com o avanço da colheita.

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CUIABÁ – Na primeira semana de junho, as cotações do milho na bolsa de Chicago (contrato corrente) exibiram queda, encerrando o período com uma média de US$ 7,43/bushel.
milho bAssim, o cenário na CME Group responde à pressão de maior oferta do milho no mercado com o avanço da colheita na América do Sul. Outro fator baixista foi a expectativa do governo russo em permitir o escoamento de grãos ucranianos pelos portos do país via Mar Negro na última semana, o que agitou o mercado com a possibilidade de maior oferta do cereal.
Desse modo, com as quedas nas cotações da bolsa norte-americana e o avanço da colheita em Mato Grosso, que se encontra em 5,98% (03/06) na área estimada, o preço do milho disponível no estado terminou a última semana com recuo de 4,11%, ficando cotado a uma média de R$ 66,91/sc.
Assim, com o movimento de queda na bolsa de Chicago e a entrada de oferta de milho no mercado mato-grossense, os preços no estado podem continuar sendo pressionados no disponível.

RECUO: Devido ao avanço da colheita do milho de segunda safra no país, a cotação do cereal na bolsa brasileira (B3) apresentou recuo de 3,56% se comparado com a semana passada.

RITMO AVANÇADO: Até a última sexta-feira, a colheita do milho no estado atingiu 5,98% da área estimada para essa safra.
Porém, no Médio Araguaia, a colheita está só começando em Água Boa, Canarana, Nova Xavantina, Ribeirão Cascalheira e Cocalinho. (IMEA/Inácio Roberto)

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