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Agronegócio

Mercado do Boi gordo: Boletim semanal do IMEA

Atualizada 9 ago 22

CUIABÁ - Em jul.22, as exportações mato-grossenses de carne bovina alcançaram o segundo maior volume de 2022, com 46,51 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) embarcadas. Esse ritmo continua sendo pautado pelas elevadas compras chinesas, que seguiram acima do patamar de 30,00 mil TEC no respectivo mês. Outro ponto importante de salientar: a maior participação das importações do Reino Unido, mercado que se ampliou desde o Brexit (saída do Reino Unido do Bloco Econômico da União Europeia).
Para se ter ideia, a partir desse momento as compras da carne mato-grossense se elevaram em 439,55% no comparativo de 2021 ante a 2020 – fatores como as mudanças nas taxas para produtos agrícolas influenciaram neste movimento. Já em 2022, apesar da leve queda de 0,83% no comparativo dos sete primeiros meses do ano, ante 2021, já se acumulam 1,83 mil TEC embarcadas
ARROBA EM BAIXA: a oferta de bovinos seguiu mais aquecida na última semana e, com isso,  o indicador da arroba do boi gordo registrou queda de 0,45% ante a semana passada.
FÊMEAS EM QUEDA: no mesmo cenário dos machos, as fêmeas também seguiram com queda nas cotações e a arroba ficou na média de R$ 264,08.
ESCALAS LARGAS: diante desse incremento nos envios de animais terminados ao abate, as escalas se alongaram em 13,48% e ficaram na média de 8,84 dias.
O abate total de bovinos teve incremento em Mato Grosso. Movimentações externas influenciam este cenário. 
Em jul.22, o abate total de bovinos foi 3,74% superior ao registrado em jun.22 e totalizou 462,17 mil cabeças de animais. Esse cenário foi influenciado pela maior oferta dos machos, que registrou incremento de 10,64% no mesmo comparativo, resultando em 275,02 mil cabeças. Em contrapartida, a oferta de fêmeas recuou 4,98% ante a jun.22.
Apesar da conjuntura atual de período de entressafra, ainda foram observados lotes de animais terminados a pasto sendo ofertados. Outro ponto de atenção se volta para a demanda externa aquecida, que impulsionou a oferta de bovinos mais jovens e semiconfinados, como é o caso dos machos de 4 a 12 meses, com aumento de mais de 600,00% em sua oferta, seguidos dos animais entre 12 e 24 meses e entre 24 e 36 meses, que registraram incremento de 9,77% e 13,56%, respectivamente, no mesmo comparativo.

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Atualizada 02 ago 22

CUIABÁ - No fechamento de jul.22, as cotações médias da arroba do boi e da vaca gorda registraram acréscimo de 4,73% e 5,04%, respectivamente, no comparativo com o mês passado. Com isso, os preços fixaram-se na média de R$ 286,97/@ e R$ 272,05/@, na mesma ordem.
Os principais fatores que influenciaram para este cenário estiveram atrelados à menor oferta de animais no decorrer do mês, por conta do período de entressafra, enquanto a demanda externa manteve-se em elevados patamares no mesmo período e a interna esteve mais aquecida na primeira quinzena. No entanto, é importante destacar que na última semana de jul.22 um movimento de maior oferta dos animais confinados no 1º giro começou a surtir efeito no mercado e influenciou nos preços, que somada à retração da demanda no final do mês, a arroba começou a ser pressionada em ambas as categorias.
ALONGOU: com o mercado bem ofertado, os frigoríficos não encontraram dificuldades na composição das escalas de abate, que ficaram na média de 7,79 dias na última semana.
RETRAIU: com a expectativa de aumento na oferta de bovinos em out.22, o mercado futuro apresentou recuo de 0,54% no comparativo com a última semana.
DESVALORIZOU: com uma oferta intensificada no mercado, o preço médio do bezerro de ano desvalorizou 1,11% ante a semana passada e ficou cotado na média de R$ 2.678,26/cab.
Recentemente, o Imea divulgou os dados dos custos de produção referentes ao 2° trim.22 para a pecuária de corte mato-grossense.
Dessa forma, os sistemas de cria e ciclo completo registaram aumento no custo operacional total (COT) de 6,22% e 6,30%, respectivamente, ante o 1º trim.22 e fixaram-se em R$ 177,81/@ e R$ 149,50/@, na mesma ordem. Esse cenário foi impulsionado pelos preços da suplementação animal, que variou +10,67% e +8,74%, respectivamente, no mesmo período, devido à valorização dos concentrados como o milho e farelo de soja.
Em contrapartida, apesar do cenário dos suprimentos apresentar alta de 14,86% – no mesmo comparativo –, o custo operacional total do sistema de recria e engorda diminuiu em 2,45% ante o 1º trim.22 (R$ 265,19/@), sendo puxado, especialmente, pela queda no custo com aquisição de animais (-10,38%). Esse recuo nos preços da reposição foi reflexo da elevada oferta que começou a surgir e impactou nas cotações.

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Atualizada dia 26 jul 22

CUIABÁ - Em jun.22, o mercado do boi gordo na praça mato-grossense reduziu 3,51% ante a mai.22 e registrou média de US$ 54,37/@. Apesar da valorização do dólar, que exibiu alta de 1,82% no mesmo comparativo e atingiu patamares de US$ 5,04, o aumento da oferta de animais terminados, tanto no sistema a pasto quanto no 1º giro de confinamento, promoveu o cenário de retração.
A pressão observada foi de alcance mundial, uma vez que os principais países exportadores também apresentaram recuo na média mensal, com destaque para a Argentina, que reduziu 7,05% nos seus preços frente a mai.22 e ficou cotada a média em US$ 60,15/@. Esta queda foi reflexo da menor movimentação agropecuária no país, visto que a greve dos caminhoneiros impactou no escoamento das produções agrícolas e pecuárias, estagnando os mercados interno e externo da nação
REDUÇÃO: oferta de boi continua em alta, uma vez que não há pastos para a retenção dos animais e, com isso, o preço da arroba caiu 1,17% ante a semana passada.
QUEDA: na mesma conjuntura do gado gordo, a vaca gorda tem sido oferecida em grande escala e teve declínio de 1,28% ante a semana passada, na média de R$ 270,71/arroba.
DESVALORIZOU: acompanhando o cenário de excedente na oferta, o mercado futuro exibiu decréscimo de 0,77% ante a semana passada e fechou na média de R$ 325,63/@.
Queda nas cotações da arroba faz o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo diminuir 0,19 p.p de mai.22 para jun.22.
A quantidade de animais enviados para abate aumentou em junho devido ao cenário de estiagem, o que pressionou as cotações nas praças analisadas, que diminuíram 1,34% em Mato Grosso e 1,55% em São Paulo, ambas ante a mai.22, e ficaram cotadas na média de R$ 276,29/@ e R$ 321,34/@, respectivamente.
Com a dificuldade no escoamento da proteína à população devido ao baixo poder de compra, as indústrias operaram de maneira limitada nas compras e com escalas de abates mais longas, o que reforçou o movimento de recuo, especialmente em São Paulo. Diante do cenário de recuo nos preços praticados em jun.22, o diferencial ficou na média de -14,02%, indicando maior proximidade entre as cotações. Para jul.22, espera-se volatilidade nos preços devido a menor oferta de animais a pasto e entrada dos confinados.

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Atualizada 19 jul 22

CUIABÁ - De acordo com os dados de jun.22 divulgados pela Secex, a quantidade exportada em equivalente de carcaça aumentou 7,47% ante a mai.22 e totalizou 45,56 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso. Com o aquecimento da demanda externa pela proteína, a receita total registrou valorização de 15,16% em comparação com o mês anterior, o que gerou um valor de US$ 244,83 milhões.
Dentre os países importadores da carne matogrossense, a China e Hong Kong se mantiveram como os principais players e representaram juntos 75,14% do volume total exportado. O gigante asiático aumentou sua importação em 20,32% ante a mai.22 e adquiriu 34,23 mil t de carne, o que resultou numa receita de US$ 193,06 milhões. Esse valor representou 78,85% do capital total gerado pelas exportações mato-grossenses. 
PRESSIONADO: devido à estiagem, a oferta de bovinos aumentou, o que gerou uma queda de 0,37% no preço da arroba do boi gordo, que ficou na média de R$ 289,06.
DIMINUIU: com o cenário análogo ao do boi gordo, a vaca gorda desvalorizou 0,44% ante a semana passada e apresentou média de R$ 274,23/@.
ESFRIOU: o mercado da reposição segue estagnado com uma grande quantidade de ofertas. Dessa forma, o preço do bezerro caiu 1,36% ante a semana passada.
Segundo o Indea-MT, o abate total de bovinos em MT apontou alta de 4,58% de mai.22 a jun.22 e totalizou 445,51 mil cabeças abatidas. 
A conjuntura que corroborou com esse cenário esteve atrelada à maior oferta de animais machos, devido à liberação dos lotes finais de animais terminados a pasto, ao início do período de seca e à entressafra dos bovinos.
Sendo assim, o abate total de machos para o período apresentou aumento de 7,00% no comparativo mensal e registrou volume de 248,56 mil cabeças abatidas em jun.22. Observadas as regiões, a noroeste e médio-norte lideraram o abate de machos, com adição de 36,88% e 21,08% de mai.22 a jun.22, respectivamente.
No cenário das fêmeas, a região médio-norte foi a de maior influência, com alta de 42,43% para o mesmo período. No acumulado do 1º sem.22, o abate total de bovinos em MT apresentou alta de 5,22% ante o 1º sem.21, com adição de 116,05 mil cabeças, foi totalizado 2,34 milhões de cabeças abatidas em 2022.

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Atualizada 12 jul 22


CUIABÁ - Segundo o IBGE, no 1º trim.22 o abate de bovinos no país aumentou 5,88% (+128,52 mil cab.) ante o primeiro trimestre de 2021, cenário impulsionado pela quantidade de fêmeas abatidas, equivalente a 72,37 mil ton a mais do que no mesmo período no ano anterior. Diante da maior oferta de animais e intensa demanda externa, a produção brasileira de carne bovina registrou acréscimo de 6,46% no mesmo período.
Nessa mesma conjuntura, em Mato Grosso os abates aumentaram 7,55% (+26,23 mil cab.), ante o 1° tri.21, e isso intensificou a produção de carne em 7,84%, no mesmo comparativo, com o volume total de 95,76 mil kg produzidos. Vale destacar que o pico da produção ocorreu em janeiro (+116,40 mil kg), devido à elevada demanda chinesa no período. No entanto, nesse mesmo período a demanda interna permaneceu estagnada, devido aos altos patamares da proteína bovina no varejo. 
AUMENTOU: a demanda mais aquecida de início de mês animou o setor e, com a oferta mais limitada no estado, a arroba do boi gordo registrou alta de 1,48% na última semana.
VALORIZOU: no mesmo movimento, o preço médio da arroba da vaca gorda registrou um leve incremento de 0,90% ante a semana passada e ficou cotada a R$ 275,45.
MAIS PRÓXIMO: com o incremento ocorrendo de forma menos intensa em MT ante o cenário de SP, o diferencial de base se alargou em 0,88 p.p. no comparativo semanal.
Segundo o Imea, o Valor Bruto de Produção (VBP) do boi representou 13,98% da participação agropecuária de Mato Grosso.
A terceira estimativa de 2022 do VBP de Mato Grosso estimou alta de 43,83% quando comparado à 7ª estimativa de 2021 e somou R$ 205,83 bilhões ao todo. A pecuária representou 16,59% do resultado, enquanto a agricultura correspondeu com 83,41%. No comparativo das cadeias, a pecuária de corte foi responsável por R$ 28,78 bi. de participação, resultado 0,56% inferior se comparado com a última estimativa (abr.22), cenário puxado pelos preços mais baixos dentro da porteira.
Ao analisar as perspectivas para 2022 ante a 2021, espera-se um incremento de 12,33% no VBP da pecuária de corte, com acumulo de R$ 28,78 bilhões. Essa alta baseia-se na maior produção de carne no estado devido ao atual momento do ciclo da bovinocultura, onde tem ocorrido uma maior oferta de animais para o abate, especialmente das fêmeas.

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Atualizada dia 05 jul 2022

CUIABÁ - A carne brasileira, com destaque para a mato-grossense, vem adquirindo maior visibilidade e competitividade no mercado externo, devido aos fatores relacionados à qualidade e questões sanitárias. Essa elevada demanda tem influenciado, inclusive, para o maior valor agregado do produto no mercado internacional, uma vez que o preço médio da carne comercializada no mercado externo foi 20,19% superior à precificação da carne bovina no mercado interno em mai.22.
Além do maior consumo mundial, a variação do câmbio também influenciou para essa conjuntura e o preço ficou na média de R$ 24,70/kg (+9,46% ante a abr.22). No entanto, no mercado interno o cenário foi de pressão na cotação média do atacado, devido à menor absorção do consumidor final frente aos preços elevados da proteína. Nesse sentido, o indicador ficou na média de R$ 19,71/kg, -3,67% em mai.22 ante a abr.22.
RETENÇÃO DE OFERTAS: o movimento de retenção de oferta se manteve no estado e isso resultou no aumento do preço da arroba do boi gordo em 2,96% ante a semana passada.
NO VERDE: o preço médio da vaca gorda registrou valorização de 3,03% no comparativo semanal. A oferta seguiu mais restrita que a dos machos em Mato Grosso.
MENOR DEMANDA: diante de um mercado de reposição pouco movimentado, o bezerro de ano desvalorizou 2,36% ante a semana passada, ficando em R$ 2.751,70/cab.
Segundo estimativas do USDA, em 2022 o Brasil será o segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de carne bovina no mundo.
A produção de carne bovina mundial segue liderada pelos EUA, que em 2021 produziu 12,73 milhões de ton e estima-se para 2022 recuo de 0,81% na produção. Já para o Brasil, 2º no ranking, a estimativa é de aumento de 3,68% em 2022, somando 9,85 milhões de ton – reflexo este do incremento no volume de animais enviados ao abate, com destaque para as fêmeas.
Com relação ao consumo doméstico da proteína, o USDA projeta uma demanda para 2022 de 10,23 milhões de ton para a China, que se posiciona atrás apenas dos EUA, visto que o acumulado do ano até o momento já ultrapassa os resultados do ano passado. Esse resultado no consumo segue pautado no novo hábito do consumidor final para a proteína. Já o Brasil e União Europeia, terceiro e quarto colocado, o USDA estima um consumo de 7,31 milhões de ton e 6,45 milhões, na ordem.

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Atualizada dia 28 jun 2022

Como sazonalmente ocorre no período de entressafra, o produtor busca por suplementar seus animais diante da menor disponibilidade de pastagens no estado. Dentre os insumos mais procurados, estão: o milho e o farelo de soja. No entanto, com a pressão na cotação do dólar no último mês, o preço médio do farelo de soja foi desvalorizado em 5,02% em mai.22 ante a abr.22.
Nesse mesmo período a arroba do boi gordo desvalorizou em 4,45% em Mato Grosso. Com isso, a relação de troca aumentou para 120,00 kg/@ (+1,44%) – cenário propício para o pecuarista. No entanto, com relação ao milho, o momento de colheita fez o indicador ser pressionado em 3,83% no mesmo comparativo, sendo então necessários 3,94 sc/@, cenário que desestimulou pontualmente os atuantes da área para realizar maiores negociações na aquisição desse insumo.
REAGIU: na última semana o preço médio da arroba do boi gordo subiu de maneira mais intensa (+2,45%) ante a semana passada, devido à oferta que começou a se limitar no estado.
VALORIZOU: acompanhando o movimento do mercado dos animais machos, as fêmeas também valorizaram (+4,34%) no comparativo semanal, ficando cotadas a R$ 264,95 a arroba.
ENCURTOU: com o cenário contínuo de retração na oferta, os frigoríficos tiveram de encurtar suas escalas de abate em 2,60% ante a semana passada, ficando na média de 6,37 dias.
Para o 2º semestre de 2022, as expectativas são de preços mais estáveis para a arroba do boi gordo mato-grossense, segundo a B3.
Após um cenário de intensa pressão na arroba devido à maior oferta de bovinos em mai.22, o movimento das cotações tende a se inverter nos próximos meses com o período de entressafra.
De acordo com a B3, são esperadas leves valorizações nos preços até nov.22, quando se prevê o pico de R$ 303,29/@. Esse cenário se deve ao período final da entressafra do boi, em que se tem menores ofertas dos animais terminados.
Por outro lado, a partir de então o indicador tende a diminuir para R$303,11/@ em dez.22, movimento pautado no aumento da oferta, devido ao período das águas. Por fim, um ponto de atenção se dá pelo lado da demanda, uma vez que, além das festividades anuais de final de ano, as eleições e a copa do mundo tendem a influenciar para um incremento no consumo da proteína, fator que pode impulsionar o preço.

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Atualizada dia 21 jun 2022

CUIABÁ - O aumento de animais abatidos (+28,49%) em MT influenciou para a maior utilização da capacidade das instalações dos frigoríficos em mai.22. Para se ter ideia, a utilização real informada pelas indústrias registrou incremento de 15,62 p.p. ante o mês pas-sado e atuou com 88,82% da capacidade real no estado, resultado equivalente à média de 18,20 mil cabeças/dia.
No mesmo sentido, a utilização em operação aumentou 8,52 p.p. no mesmo comparativo, pois, apesar do maior número de dias úteis, o incremento elevado no abate e a exclusão de 12,34% das indústrias que ainda permaneceram paradas em mai.22 influenciaram para este movimento. Dessa forma, a utilização total ficou praticamente estável em 33,68 mil cabeças/dia. Para jun.22, ainda se espera elevada oferta de bovinos devido ao início da seca, e o retorno das compras de algumas indústrias tende a aumentar a competitividade no mercado.
SUBIU: com menos animais sendo ofertados e uma reação positiva da demanda interna nesta primeira quinzena, o preço médio da arroba do boi gordo subiu 1,31% no comparativo semanal.
INCREMENTO: o incremento na procura pela carne bovina influenciou também no preço médio da arroba da vaca gorda, a qual ficou cotada a R$ 253,92 em Mato Grosso.
MENOS DIAS: diante da retração na oferta de bovinos, a escala de abate apresentou um recuo de 3,25% ante a semana passada e ficou na média de 6,54 dias.
No comparativo de mai.22 ante a abr.22, o volume das exportações de carne bovina em equivalente carcaça retraiu 8,85% em MT. Em mai.22 foram embarcadas cerca de 42,39 mil toneladas de carne bovina, resultado 8,85% inferior ao volume observado no mês anterior, quando 46,51 mil toneladas foram exportadas. Ao analisar o faturamento, o recuo registrado foi de 3,72%, o que correspondeu com o total de US$ 212,60 milhões de dólares.
A China, somada a Hong Kong, continua sendo a principal importadora da proteína, uma vez que suas compras somaram em mai.22 um total de 28,40 mil toneladas embarcadas (resultado 5,90% inferior ao do mês anterior). No entanto, o que de fato pressionou as negociações foram os países do Oriente Médio, que no mesmo comparativo registraram uma redução de 28,05% nas aquisições mato-grossenses, com destaque para a Palestina, em que a queda registrada foi de 65,50% no mesmo comparativo mensal.

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Publicado em 14 jun 2022
bovinosCUIABÁ - No acumulado de janeiro a maio, o volume total de bovinos encaminhados ao abate aumentou 4,56% ante o mesmo período de 2021. Dentre as macrorregiões do estado, a de maior destaque quanto à quantidade de animais foi a oeste, que totalizou 390,20 mil cabeças, e, em seguida, estiveram a sudeste e a norte, com o resultado de 309,98 e 302,61 mil animais abatidos, respectivamente.
Esse resultado foi influenciado pela maior parcela dos frigoríficos habilitados para a China se encontrarem nessas localidades, o que motivou o aumento do indicador. No entanto, quando se analisa a variação sobre o resultado do mesmo período de 2021, as regiões nordeste e centro-sul registraram maiores acréscimos ante as demais regiões (+18,37% e +7,74%, respectivamente).
O principal ponto balizador para esta conjuntura esteve associado à maior oferta de matrizes de descarte, que surgiram com mais intensidade principalmente no 1º trim.22.
QUEDA: na semana passada, a elevada oferta fez com que a arroba do boi gordo registrasse recuo de 0,51% no indicador médio ante a semana anterior.
DIMINUIU: no mesmo sentido, a cotação média da arroba da vaca gorda apresentou queda de 0,54% ante a semana passada e fixou-se em R$ 250,91.
ENTRESSAFRA: com o pico de entressafra estimado para out.22, o contrato futuro da arroba do boi gordo registrou acréscimo de 2,48% no comparativo semanal.
Em mai.22, Mato Grosso e São Paulo registraram desvalorização no preço médio da arroba do boi gordo, sendo de 4,74% e 3,47%, respectivamente, ante o mês anterior, e fixaram-se na média de R$ 280,04/@ e R$ 326,41/@ na mesma ordem (ambas as cotações livres de impostos). Com o inicio do período de entressafra, a disponibilidade de pasto tem diminuído e os produtores iniciaram um movimento mais intenso de oferta dos seus animais já aptos para o abate – cenário que influenciou na pressão observada nos preços do indicador. Porém, a estagnação da demanda interna foi mais intensa em Mato Grosso e esse baixo escoamento pressionou a arroba em MT de forma mais acentuada. Assim, no comparativo com o mês anterior houve uma expansão no diferencial de base de 1,14 p.p., e o resultado ficou na média de -14,21% entre as praças. (Ascom IMEA)

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