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Agronegócio

Boletim Semanal IMEA da soja

Atualizada dia 05 jul 22

CUIABÁ - Na última quinta-feira (30/06), o USDA divulgou a estimativa de área plantada nos Estados Unidos. A nova projeção apontou um recuo na área de 2,91% ante o relatório de mar.22, ficando prevista em 35,74 milhões de hectares. A estimativa inicial (mar.22) apontava uma área de soja maior que a projetada para o milho (36,81 milhões de hectares).
No entanto, a grande evolução no final da semeadura do cereal e o avanço do consumo mundial, estimularam o produtor a cultivar mais o milho em vez de soja. Mesmo com o corte na projeção, a área estimada pelo Departamento é 1,28% maior que a observada no ano passado (de 35,29 milhões ha). Por fim, o USDA revisará os dados de alguns estados nos próximos meses devido ao atraso na semeadura da soja e, caso confirme o volume de área, espera-se uma menor produção para o país, o que poderá beneficiar a demanda de outros países, como o Brasil.
SOJA EM MT: com uma menor demanda para o período, o preço da saca de soja disponível em Mato Grosso apontou queda de 0,72% no comparativo semanal.
CÂMBIO CRESCE: houve uma valorização de 0,96% na cotação do dólar ante a semana passada, influenciada pela aversão ao risco diante da inflação mundial.
MT-CME: com a queda nos preços da oleaginosa no estado, o diferencial de base da saca americana apresentou aumento de 15,60% ante a semana passada.
Segundo o Imea, o Valor Bruto de Produção (VBP) da soja representou 49,23% da participação agropecuária de Mato Grosso.
A terceira estimativa de 2022 do VBP da oleaginosa exibiu incremento de 1,22% ante a projeção passada e 53,24% em relação a 2021, ficando projetada em R$ 101,33 bilhões no estado. Esse cenário de alta esteve pautado pelo aumento de 13,32% da produção em relação à safra passada e pelo preço médio da comercialização da safra, que apontou valorização de 35,23% em relação ao observado no ano passado.
Por outro lado, a participação da soja em relação à agropecuária do estado reduziu 21,05 p.p. ante o ano passado, devido ao incremento do VBP das outras culturas, principalmente o milho, que apresentou alta de 69,95% no comparativo anual. Por fim, ainda restam mais de 20,00% da produção da safra 21/22 para ser negociada e a volatilidade dos preços médios de comercialização poderá refletir na consolidação do VBP no estado. Clique aqui para acessar a análise completa.

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Atualizada 28 jun 2022

CUIABÁ - Na última semana, o contrato corrente de soja na CME-Group apontou queda de 3,98% no comparativo semanal e alcançou a média de US$ 16,34/bu. Somado a isso, o contrato de mar–23 desvalorizou 4,49% ante a semana passada, cotado na média de US$ 14,55/bu. Os principais fatores dessa queda são a aversão ao risco no mercado financeiro (especulação de recessão da economia global), a política de zero Covid-19 na China (com incerteza quanto ao consumo do país) e as condições favoráveis da safra americana.
Com o “derretimento” das cotações em Chicago, o preço da soja disponível em MT recuou 2,36% no comparativo semanal e, na paridade de exportação (mar–23), a desvalorização chegou a 3,71% no comparativo semanal. Por fim, o recuo nas cotações da soja no estado só não foi maior devido ao dólar, que valorizou 1,65% e 1,56% no comparativo semanal para o contrato corrente e para mar–23, respectivamente.
PRÊMIO VALORIZA: o maior fluxo nos portos aumentou o Prêmio Santos, valorização de 4,52% ante a semana passada, fechou na média de US$ 1,10/bu.
DÓLAR CRESCE: o dólar na última semana apresentou valorização de 1,46% no comparativo semanal, pautada ainda pelo aumento da taxa de juros nos EUA.
CHICAGO EM ALTA: com o aumento nas cotações do farelo em Chicago, o preço em Mato Grosso valorizou 4,00% em relação à semana passada.
Segundo os dados do USDA, a semeadura da soja para a safra 22/23 nos EUA, alcançou 98,00% das áreas finalizadas até o último domingo (26/06). 
Do total cultivado até o momento no país, 91,00% das áreas já estão emergidas e, 65,00% delas apresentam condições boas ou excelentes. Em relação aos principais estados produtores, o Iowa e Illinois estão praticamente com os trabalhos a campo finalizados e as lavouras estão apresentando 80,00% e 66,00% em condições boas e excelentes, respectivamente. Mesmo com o grande percentual de áreas em condições favoráveis até o momento, o principal termômetro da safra é o clima, que ainda segue em aperto no país.
Para os próximos sete dias, são aguardados de 35 a 15 mm de precipitações na maioria das regiões produtoras, no entanto, as atenções continuam no meio-oeste do país visto a necessidade de precipitações no curto prazo. Por fim, caso o clima colabore nos EUA é aguardada uma produção recorde de 120,70 milhões de t, o que poderá gerar uma maior disponibilidade da oleaginosa no cenário mundial

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Atualizada dia 21 jun 2022

Em mai.22, o esmagamento de soja em MT alcançou o recorde da série história para o mês. Os dados divulgados pelo Instituto apontaram um incremento de 7,26% ante o mês de abr.22 e 2,46% ante o mesmo período do ano passado, chegando a 992,42 mil t esmagadas. A elevação esteve estimulada pelos altos patamares de preços do farelo e óleo de soja, que “inflam” as margens das esmagadoras no estado.
Para se ter uma ideia, a margem bruta foi ampliada em 74,68% em relação ao mesmo período do ano passado e fechou na média mensal de R$ 616,27/t. No entanto, nas últimas semanas foi observada uma queda no preço do farelo de soja, o que pode influenciar na margem de junho.
Por fim, a tendência é que o processamento no estado continue aquecido, devido à maior demanda por subproduto, produção recorde de soja e ampliação de 504,60 mil t na capacidade das esmagadoras de soja neste ano em MT.
SOJA SUBIU: o preço da saca de soja disponível em Mato Grosso apontou acréscimo de 0,85% no comparativo semanal, reflexo da valorização da moeda norte-americana.
DÓLAR AUMENTA: com aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, o dólar corrente teve um aumento de 4,18% com relação à semana passada.
CEPEA EM ALTA: o dólar continua sendo o principal indicador para o movimento dos preços no Brasil e a saca nacional apontou alta de 1,68% ante a semana passada.
Na última terça-feira (14/06), a Secex divulgou as exportações do complexo soja para o mês de maio. As exportações da soja mato-grossense alcançaram 3,75 milhões de t, recuo de 3,22% ante o mês de abril e 16,56% em relação a mai.21. O menor envio esteve atrelado à diminuição do apetite da China (principal compradora de soja), que reduziu suas compras em 4,16% ante a abril e 10,20% em relação a mai.21, devido às restrições (lockdown) que ainda estão em algumas localidades do país. Na contra mão disso, o farelo e o óleo de soja apresentaram incrementos de 39,07% e 107,49% em relação ao observado no mesmo período do ano passado, enviando ao exterior 729,43 mil t e 69,76 mil t em maio, respectivamente.
A demanda pelos subprodutos de soja segue aquecida no mercado internacional. Para se ter ideia, o volume escoado de farelo no acumulado (jan-mai) é o maior dos últimos dezesseis anos para o período. Por fim, o mercado segue de olho nos acontecimentos na China, visto as incertezas quanto a Covid-19 que continuam influenciando no ritmo de compras do país

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Publicado em 14 jun 2022

CUIABÁ - A necessidade de abrir espaço nos armazéns motivou os produtores com menor investimento a avançarem nas negociações de soja em maio. Além disso, a maior demanda observada no mês foi outro motivo da ampliação das vendas. soja tr
Desse modo, a comercialização da safra 21/22 aumentou 5,30 p.p. ante o mês de maio, atingindo 78,67% da produção. Em relação ao preço médio da saca, o estado fechou em R$ 166,31/sc no período. Para a safra 22/23, a negociação avançou apenas 1,84 p.p. comparada ao mês de maio, alcançando 24,37% da produção comprometida.
As incertezas quanto à produção da safra futura e os altos patamares dos insumos têm limitado a venda de soja, que já apresenta um atraso de 8,14 p.p. ante a safra passada. No que tange ao preço, o valor da oleaginosa em MT apresentou leve queda de 0,67% ante o mês de abril, chegando a uma média de R$ 151,88/sc, devido a queda do dólar.
SOJA EM MT: seguindo impulsionada pelo mercado internacional, a saca da soja disponível em MT apontou alta de 2,23% no comparativo semanal.
CME-GROUP: a demanda forte pela soja dos EUA sustentou o movimento de alta em Chicago, que registrou avanço de 1,75% em relação à semana passada.
PRÊMIO EM QUEDA: com menor demanda pelo grão brasileiro na última semana, os prêmios no porto de Santos apontaram queda de 13,51% ante a semana anterior.
A divulgação do USDA do quadro de oferta e demanda mundial de soja trouxe grandes mudanças para a safra 21/22. O relatório de junho apontou um incremento de 0,75% na produção mundial, ficando estimada em 351,99 milhões de toneladas. Em relação ao consumo global, a estimativa ficou projetada em 364,65 milhões de t, alta de 1,72 milhão de t em junho.
Entre os países, destaque para o aumento no esmagamento do Brasil em 1,00 milhão de t (+2,11%), ficando estimada em 48,50 milhões t, pautado pelo mercado aquecido dos subprodutos da oleaginosa. Além disso, nos EUA, o estoque final apresentou corte de 1,01 milhão de ton (-12,68%) na safra 21/22, pautado pela demanda aquecida, principalmente nas exportações do país, que já estão acima do esperado.  
Por fim, era aguardado pelo mercado um aumento no consumo da China, devido à constante ampliação nas compras de soja, mas a projeção permanece inalterada em relação ao mês passado e menor que o observado na safra passada. (* IMEA)

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