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Agronegócio

Primeiro inoculante de fósforo produzido no Brasil aumenta produtividade de soja e milho

CUIABÁ - Num cenário de custos de produção majorados pela alta no preço dos fertilizantes, a divulgação do BiomaPHOS no Famato Embrapa Show é uma ótima notícia para o produtor rural de Mato Grosso. Trata-se do primeiro inoculante de fósforo produzido no Brasil em parceria público-privada, entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a empresa Bioma. inoculante

“O BiomaPHOS é um produto biológico que contém duas bactérias solubilizadoras de fosfato selecionadas pela Embrapa em uma pesquisa de 18 anos. A partir daí, criamos o inoculante para fósforo para melhorar a absorção do nutriente”, explica a pesquisadora Christiane Abreu, da Embrapa Milho e Sorgo.

Segundo Christiane, o inoculante gera economia ao produtor rural porque o adubo será aproveitado de forma mais eficiente. “Verificamos aumento de produtividade nos resultados pelo Brasil. No milho, o acréscimo é de cerca de 11 sacas por hectare na área tratada e, na soja, entre 5 e 6 sacas por hectare na área tratada”, conta a pesquisadora.

Em três anos de lançamento, a aceitação está sendo grande entre os agricultores brasileiros. “Começamos com a aplicação em 350 mil hectares e hoje já estamos em 3 milhões de hectares. O produtor está utilizando, gostando e aumentando a área”, afirma a pesquisadora.

O BiomaPHOS pode ser utilizado misturado com produtos biológicos, porém, a pesquisadora alerta para a mistura com químicos. Christiane Abreu informa ainda que não é necessário reduzir a adubação fosfatada quando utilizar o BiomaPHOS. “O produto vem acrescentar o fósforo e fazer com que o agricultor aproveite de forma mais eficiente a adubação que já deve fazer”.

PECUÁRIA – A inoculação na agricultura já é bastante utilizada, mas na pastagem ainda é algo novo para o produtor rural. Marco Antonio Nogueira, pesquisador da Embrapa Soja, apresentou o inoculante para braquiárias durante palestra no Famato Embrapa Show.

“São bactérias produtoras de crescimento que estimulam as raízes das plantas, produzindo hormônios vegetais que estimulam o desenvolvimento das raízes. Assim, com sistema de raízes melhor desenvolvido, explora melhor o solo em busca de água e nutrientes e saem na frente, crescem mais e aproveitam mais o fertilizante nitrogenado”, explica.

Segundo Nogueira, as bactérias dobram a eficiência do uso de fertilizante nitrogenado. “Quando usamos nos experimentos 40kg de nitrogênio com a bactéria foi o equivalente a usar 80kg sem a bactéria, ou seja, dobrou a eficiência”, conta.

Após mais pesquisas, a Embrapa verificou que é possível aplicar o inoculante via folha. “Uma bactéria atua por meio de mecanismos hormonais e outra ajuda a planta a encontrar fósforo no solo, aumentando a eficiência. A planta aproveita os três nutrientes mais exigidos em maior quantidade: nitrogênio, fósforo e potássio. O aumento dos teores de nitrogênio refletirá em aumento de proteína na planta e crescimento da parte aérea”, explica.

Na aplicação, a orientação do pesquisador é que o inoculante é um organismo vivo, para funcionar precisa permanecer vivo. “É preciso cuidado em não aplicar no sol quente e em período seco”, diz. (Ascom Famato)

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