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Agronegócio

CUIABÁ - Com o objetivo de apresentar o projeto Famato Jovem, os quatro finalistas mato-grossenses do programa CNA Jovem edição 2021 visitaram o Sistema Famato, nesta quarta-feira (19.05). Esta foi a primeira visita presencial. Eles também queriam conhecer melhor cada instituição. Foram recebidos pelo presidente do Sistema, Normando Corral e, em cada uma das casas, pelos respectivos gestores. "O dia foi muito produtivo. Eu não tinha consciência de como funcionava bem a cultura organizacional do Sistema", destaca Flávio Andrade, um dos finalistas. projetos

Ao longo do dia, eles estiveram com os gestores da Famato, do Senar-MT, Imea-MT e AgriHub. "Aprendi muito. Conhecer cada uma das casas foi primordial para darmos continuidade ao nosso trabalho", destaca Jackelliny Rosa, também finalista do programa CNA Jovem.

Anna Luz e Camila Malagi disseram que o Sistema Famato tem muitos serviços e projetos que podem ajudar o produtor no seu dia a dia. "Conheci produtos e áreas que eu não tinha nem noção que existiam e que eram necessárias para que os cursos chegassem até os produtores e trabalhadores rurais", diz Anna Luz. Camila Malagi acrescenta que a ideia dos quatro é disseminar todo o conhecimento e informação que receberam nas regiões onde vivem.

Famato Jovem – Como finalistas, cada um dos quatro, tem projetos com grupos diferentes, ou seja, com jovens de outros estados. Porém, os quatro se uniram para trabalhar em favor do agronegócio mato-grossense.

O resultado desta união foi o Famato Jovem. Entusiasmados, eles pesquisaram, ouviram pessoas de Federações e Senares de outros estados e desenharam o Famato Jovem que foi apresentado, nesta quarta-feira (19.05), para os gestores do Sistema Famato.

A ideia é agregar estas lideranças jovens tanto ao Sistema Famato e suas casas, quanto aos Sindicatos Rurais. "Queremos contemplar a colaboração mútua e investir no desenvolvimento pessoal de cada integrante" destaca Anna Luz.

Formatar e implantar projetos que fortaleçam o setor agropecuário, fortalecer o cooperativismo e o associativismo e fomentar o empreendedorismo também fazem parte do nosso planejamento estratégico. "Mas não é só isso, também queremos incentivar a sucessão familiar e institucional voltada para o agro", acrescenta Flávio Andrade.

Camila Malagi acrescenta ainda que o Famato Jovem vai atuar também em atividades técnicas, ações sociais, palestras e cursos. "Vamos trabalhar com os egressos e formar a Rede Famato Jovem", acrescenta Jackelliny.

Resultado - Chico da Paulicéia, o superintendente do Senar-MT, designou duas pessoas da instituição para junto com os quatro líderes do Famato Jovem trabalharem na elaboração mais específica do cronograma e no planejamento das ações. (Ascom )

Considerpaulo cesar ferreiraando que uma propriedade rural tem similaridade com fábricas onde cada setor tem um supervisor e um papel a cumprir e o conhecimento da sua atividade específica é fundamental para trazer os melhores resultados para o todo; no campo, gradativamente, começa a ser regra a particularização das etapas de produção onde, seus especialistas são treinados para executar com olhar crítico para cada parte do processo de plantio, que grosso modo, sempre foi visto como uma atividade simples. Bastava determinar a área, preparar os equipamentos, definir os operadores e "largar" no campo para plantar.

Mas a ciência, a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico foram gradativamente avançando e hoje já não se pode mais tratar o plantio como um simples ato de jogar semente no solo. Em outras palavras, se nos primórdios da agricultura havia somente a intuição e as mãos para planejar e executar a semeadura, atualmente tem-se um acumulado gigantesco de conhecimento agronômico consolidado e um notável aparato tecnológico à disposição, o que lhe permite a ir muito além.

O resultado da pesquisa e experimentação agronômica, já comprovou o impacto que faz um centímetro a mais ou a menos na posição da semente do solo, permitindo ao agricultor a definição da melhor profundidade, até em função do tipo de solo. E nas máquinas e sistemas, já se tem equipamentos com inteligência artificial e componentes usados pela indústria automobilística para gerar alta performance, capazes de melhorar cada vez mais o espaçamento correto entre sementes em cada linha de plantio considerando, inclusive, situações de curva e áreas de sobreposições. Após tanto avanço, chegou-se a uma realidade que chamamos de encruzilhada ou, no jargão popular, sinuca de bico. O dilema é: para onde iremos agora?

Mesmo que estejamos entrando na era da Agricultura Digital, Big Data, sensores e até de condução autônoma de tratores, a realidade no campo mostra que há uma carência significativa de ter mais Pessoas! O novo cenário vislumbrado agora, pela Geração Agro a partir de anos de experiências dedicados ao Campo, exclusivamente ao plantio, é de que este setor, assim como noutros, carece de gestores capazes de tomar em suas mãos as rédeas do processo de plantio. Assim, este profissional poderá entender o que acontece em todo o ciclo para que, ao final, se dê a cada semente a chance de germinar e se tornar uma planta em condições de expressar seu máximo potencial produtivo.

Por mais intuitivo que seja, deve-se frisar que nenhuma tecnologia é capaz de compensar a perda de potencial produtivo de uma semente mal plantada. Nenhuma máquina, por mais moderna que seja a tecnologia embarcada, assegurará um plantio perfeito se o time não estiver engajado, treinado e entendendo a importância de cada processo do Ciclo do Plantio.

A pergunta que desde já aparece então é, quem cuidaria de supervisionar toda a operação de plantio? De modo algum é possível que seja o produtor/proprietário, dadas todas as suas atribuições. Estando no topo da pirâmide, seu foco é gerir o negócio e analisar indicadores de produtividade e rentabilidade, eventualmente disponibilizando novas ferramentas para melhorá-los.

O segredo então está na posição intermediária da pirâmide, a primeira com alguma autonomia e, claro, chance de reconhecimento e crescimento pessoal e profissional. Trata-se do supervisor de plantio, um profissional cuja presença tem sido cada vez mais necessária dentro do processo e requisitada, conforme demonstra o aumento de demanda da nossa formação deste tipo de profissional.

Ele precisa ser metódico, ter senso de urgência e, sobretudo, de importância. Alguém capaz de assumir a responsabilidade pelo sucesso do plantio, gerando ganhos significativos na hora da colheita. Suas principais funções são o planejamento do plantio e o acompanhamento contínuo e detalhado da operação, fazendo os ajustes necessários para assegurar o resultado esperado: um plantio de excelência.

Por fim, mas não menos importante, resta-lhe ainda missão de conduzir a equipe de plantio, exercendo plena e natural liderança sobre os funcionários da propriedade que compõem a base da pirâmide, os mecânicos e operadores. Cabe inclusive ao Supervisor de Plantio fazer o planejamento e cobrar para que os mecânicos deixem a plantadeira em ordem para os operadores bem antes do dia do plantio.

A partir do momento que este profissional é formado e começa a atuar na propriedade, mesmo que de forma terceirizada, sua figura passa a fazer parte da fazenda e ele exerce um papel central para o sucesso do plantio. Ele se torna um ponto de apoio dos operadores e mecânicos, possibilitando inclusive que formações direcionadas a esses grupos tenham maior aproveitamento graças ao seu acompanhamento.

A base da pirâmide, grupo mais numeroso, é caracterizado por respeito à hierarquia e boa vontade. Contudo, nem sempre conseguem tomar boas decisões diante de imprevistos, por falta de conhecimento. Contratar gente com brilho nos olhos e vontade de acertar é importante, mas não basta. Treiná-los corretamente, na companhia de um Supervisor de Plantio, falando a língua deles, confrontando-os com situações que lhes sejam conhecidas é o caminho.

No final, o bom supervisor terá uma boa equipe. E no momento, mais do que de novas máquinas, é deste conjunto de Pessoas, competências e talentos que o plantio precisa para dar seu próximo salto! É hora de ter alguém focado na qualidade do plantio. Só assim o produtor vai ter o planejamento corretamente executado no qual as sementes estabelecerão uma lavoura bem formada, gerando altas produtividade por hectare e, portanto, mais retorno financeiro ao final da safra. (*Paulo Cesar Ferreira - Eng.Agrônomo, Diretor Técnico da Geração Agro)

bem brasil fabricaA agricultura é uma das principais fontes de riqueza do Brasil e fundamental para a produção de alimentos de qualidade para abastecer o mercado interno e externo. É por isso que a Bem Brasil faz questão de homenagear os profissionais do campo, em especial, os bataticultores, pelo Dia do Trabalhador Rural, comemorado em 25 de maio, além de sempre respeitar e valorizar a atividade. Diante desse compromisso, a empresa – fabricante 100% nacional de batata pré-frita congelada e líder em vendas no país – realiza um trabalho permanente para fomentar a atividade. O que significa garantir produtividade e rentabilidade adequadas aos produtores parceiros, bem como a longevidade de toda a cadeia.

Nesse sentido, uma das principais iniciativas foi a criação de uma filial específica para insumos agrícolas utilizados na cultura da batata. Dessa forma, a Bem Brasil consolida todas as demandas desses produtos, a exemplo de fertilizantes, defensivos e semente de batata importada, formando lotes expressivos para conseguir comprar direto dos fabricantes. “Isso proporciona uma redução significativa nos custos de produção, principalmente viabilizando a manutenção dos nossos fornecedores na bataticultura, e assegura a origem das mercadorias”, argumenta o gerente Agrícola da indústria mineira, Valdir José Turra.

Ele acrescenta que a estratégia, implementada desde 2019, ainda possibilita um controle mais efetivo da procedência dos insumos e a garantia de que somente moléculas com registros para o cultivo da batata serão destinadas aos tratos culturais que atendem à companhia. “Esse procedimento certifica que a matéria-prima utilizada no processamento da Bem Brasil não tenha resíduos de produtos não autorizados para a batata”, destaca Turra. As compras são financiadas aos produtores parceiros, por até 14 meses, sem cobrança de juros ou outras correções, e descontadas na ocasião da entrega do tubérculo colhido.

Além dessa sinergia com os bataticultores, a empresa não abre mão de assegurar as práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. Portanto, existe o incentivo para a qualificação ambiental dos fornecedores parceiros e para a certificação Global GAP. Trata-se de um selo para os produtos agrícolas, que tem como objetivo reforçar o compromisso e a responsabilidade do trabalhador do campo quanto à segurança dos alimentos e à sustentabilidade de suas atividades, conforme parâmetros mundiais. A Bem Brasil ainda tem, em curso, um planejamento estratégico, que envolve um trabalho compartilhado com os produtores. A intenção é ganhar 18% em eficiência, a fim de sustentar a expansão projetada para os próximos anos, sem exaurir recursos ou haver necessidade de migração para outras regiões.

Sobre a Bem Brasil

Fabricante 100% brasileira de batata pré-frita congelada e flocos desidratados de batata, a Bem Brasil foi fundada em dezembro de 2006, em Araxá, no Triângulo Mineiro. Pioneira na atividade, conta, atualmente, com duas unidades fabris na região: a de Araxá e a outra no município de Perdizes, inaugurada em 2017. Juntas, geram mais de 600 empregos diretos e de 2 mil indiretos. A companhia é líder em vendas de batatas pré-fritas congeladas no país, produzindo, por ano, mais de 250 mil toneladas de produtos. Além disso, seu mix contempla mais de 20 itens voltados para food service e varejo nacional. (Ascom)

BRASÍLIA - Apenas 23% do espaço agrícola brasileiro possui algum nível de cobertura por internet e, mesmo assim, o Brasil consolidou-se como potência agroambiental no cenário mundial. Com a iluminação das áreas rurais ainda sem conectividade, o Brasil passará por grande transformação na forma de produzir no campo e criará novos paradigmas para o setor. É o que demonstra estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que balizará ações inéditas para ampliação da conectividade rural a partir de tecnologias de internet banda larga como o modelo satélite, cabo de fibra ótica e telecom, que inclui a nova geração 5G.
“Nosso produtor rural demanda tecnologia e está apto para continuar recebendo mais inovação. A conectividade promove o avanço tecnológico no campo. E também promove uma aproximação real do meio rural com os grandes centros urbanos”, declarou a ministra Tereza Cristina, em cerimônia virtual de anúncio das ações do Mapa. Ela também destacou que o aumento da conectividade será um grande estímulo para fixarmos o jovem no campo.

Desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o estudo “Cenários e Perspectivas da Conectividade para o Agro” apresenta cenários para a cobertura de internet no modelo telecom (sinal 2G, 3G, 4G) em um horizonte até o ano 2026.

Em um primeiro cenário seria aproveitada a capacidade de transmissão de 4.400 torres já existentes no Brasil. Isso permitiria ampliar a cobertura atual de 23% nas áreas rurais para 48% de iluminação de sinal no território agrícola nacional, proporcionando um aumento de 4,5% do Valor Bruto de Produção (VBP). Um segundo cenário compreende a instalação de 15.182 novas torres, que seriam suficientes para suprir uma cobertura final de 90% da demanda de conectividade no campo e traiam um acréscimo de 9,6% no VPB.

Com o VPB projetado de R$ 1,057 trilhão, atualmente, a conectividade rural pelo modelo telecom contribuiria para o incremento de R$ 47,56 bilhões e R$ 101,47 bilhões para o primeiro e segundo cenários, respectivamente.

>> Confira aqui o estudo sobre conectividade no campo
Conectividade em áreas remotas

De acordo com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Fernando Camargo, a garantia da conectividade em áreas estritamente rurais possibilitará, além de maior produtividade e geração de riqueza no campo, difusão do conhecimento a partir da prestação de assistência técnica e capacitação online, especialmente, a pequenos e médios produtores. É uma oportunidade, também, de manter o jovem no campo ao proporcionar, cada vez mais, acesso de qualidade a Ater 5.0, modalidade educacional em crescimento no país.

Para atingir escolas rurais e comunidades longínquas, a conectividade será provida por meio do modelo de satélites geoestacionários. Em parceria com o Ministério das Comunicações, serão conectados em uma primeira fase 156 comunidades e assentamentos rurais distribuídos em 134 municípios de 10 estados, prioritariamente das regiões Norte e Nordeste.

Até o momento, 51 pontos de conectividade já foram instalados em assentamentos dos estados de Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Sergipe, levando em consideração aspectos de densidade populacional e índice de desenvolvimento humano (IDH).

A tecnologia satelital permite a comunicação de dados em banda larga a partir de faixa dedicada a essa transmissão com alta velocidade e qualidade para locais remotos e de difícil acesso. É o caso da região amazônica, onde cabo de fibra óptica e antenas não chegam ou sua viabilidade é remota.

Como alternativa para a interiorização da banda larga no país, outro modelo de conectividade é apresentado como opção pelo Mapa. São os chamados white spaces ou espaços ociosos, que estão disponíveis no espectro da radiodifusão e poderiam ser ocupados por empresas operadoras de rede de internet.

O secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Cléber Soares, esclarece que essa conexão permite o tráfego de dados em baixa frequência, atendendo a uma comunicação “básica” como mensagens de texto e voz por meio de aplicativos e redes sociais. “Essa pode ser a necessidade de um pequeno agricultor do interior do país, por exemplo. O ministério é agnóstico ao modelo de conectividade. Nosso papel é fomentar, incentivar e disponibilizar a tecnologia ao produtor rural. Ele que vai decidir qual usar”.

A tecnologia, no entanto, ainda depende regulamentação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que colocou o tema em consulta pública em maio de 2020.

5G e Internet das Coisas

Em outro panorama, no qual a agricultura digital já é realidade, o uso da internet das coisas demanda um sinal de internet 5G para conexão entre coisas (principalmente objetos) e organismos biológicos como é o caso de plantas e animais. Sensores permitem, assim, a captação de informações de componentes de solo, de componentes de plantas e de desempenho animal. Os dados capturados são processados em plataformas e sistemas, subsidiando o produtor na tomada de decisão dentro da porteira, no sistema produtivo; e fora dela, quando a produção vai para o varejo, processamento, indústria, distribuição, até a mesa do consumidor.

Para começar a ser utilizada no Brasil, a tecnologia 5G aguarda leilão da nova geração de internet, previsto para o segundo semestre deste ano. Enquanto isso, 20 projetos-pilotos serão implementados pelo Ministério das Comunicações, sendo sete deles em áreas rurais. O primeiro já foi inaugurado em Rondonópolis (MT), no último dia 11. As demais instalações estão previstas para as seguintes localidades: Padef (DF), Londrina (PR), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO) , Petrolina (PE) e Bebedouro (SP).

“Temos uma sinergia muito grande para um trabalho conjunto. Durante muito tempo o agro funcionou com pouca tecnologia de forma pujante. Com a chegada do 5G vamos poder realmente mostrar o poder do agro. Temos a necessidade de implementação dessa tecnologia para universalizar a cobertura móvel na área rural “, comemorou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O secretário do Mapa Cléber Soares explica que, antes mesmo do sinal 5G, as empresas que participarão do leilão, devem garantir, como contrapartida, a conectividade em 4G para localidades com até 600 habitantes e nas principais rodovias do país, por onde escoa a produção agropecuária. “A conectividade é o elemento de infraestrutura primordial para a agricultura digital. Essas comunidades são essencialmente rurais e receberão sinal para poder incrementar suas produções”.

A conectividade via fibra óptica também pode atender regiões rurais desde que próximas ao perímetro urbano, já que depende de cabeamento para a conexão de internet. O modelo é considerado de alta performance sendo imune a interferências e falhas de sinal.

Para a implantação de algumas infraestruturas de conectividade, o Mapa atuará em parceria com os entes de governo para disponibilização de linhas de crédito com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), do qual participará do comitê gestor, ainda pendente de regulamentação via decreto.

A conectividade é apenas a infraestrutura para a chegada da internet às comunidades rurais. A partir desse caminho pavimentado outras camadas como aplicações e serviços digitais serão a alavanca para o agro digital. Assim, o desenvolvimento de plataformas e programas de internet das coisas no campo; a integração de bancos e plataformas de dados para prover painéis estratégicos; o desenvolvimento de marketplaces digitais dentre outras aplicações se tornam fundamentais para o segmento. (Ascom)

agro tecnA atividade agropecuária criou 60.575 postos de trabalho no país durante o primeiro trimestre de 2021, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia. O resultado é o melhor verificado para o setor nos últimos 14 anos. A geração de empregos indica aquecimento da atividade e é premissa para a retomada econômica. No entanto, a expansão do agronegócio ainda esbarra em entraves como o desabastecimento de energia elétrica e a ausência de internet.

Ainda de acordo com o Caged, entre janeiro e março, a agropecuária apresentou saldo positivo de vagas - resultado entre admissões e demissões feitas no período - em quase todas as regiões do país. Os destaques foram o Sudeste e o Centro-Oeste, que criaram 44.477 e 11.668 empregos com carteira assinada, respectivamente. Apenas o Nordeste apresentou saldo negativo, com o fechamento de 7.530 postos de trabalho.

Na análise segmentada, o cultivo de soja foi o principal empregador, gerando um total de 12.656 oportunidades. Em seguida aparecem o cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja (10.722) e a criação de bovinos (9.782).

Gargalos

Apesar do bom desempenho da empregabilidade observado nos três primeiros meses do ano, o setor enfrenta desafios para a expansão. A ausência de conectividade no campo é um dos principais gargalos. De acordo com o Censo Agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 72% das propriedades rurais não têm acesso à internet, o que em números significa cerca de 3,6 milhões de unidades.

A situação tem trazido dificuldades para a implantação do que o setor chama de “agricultura 4.0” ou “agricultura digital”. A evolução utiliza soluções tecnológicas para gerenciamento da propriedade rural, em busca de melhorar o controle de produção e do alcance de resultados mais efetivos.

Na prática, a agricultura digital possibilita a otimização de processos, a redução de custos e o aumento da produtividade a partir do uso de ferramentas para sensoriamento remoto, instalação de GPS nos maquinários, tecnologias para a identificação de pragas, dentre outros. No entanto, a possibilidade segue restrita aos grandes produtores.

A energia elétrica ainda é outro desafio. Muitas propriedades não são atendidas por concessionárias, sobretudo, as mais remotas. Aquelas que são abastecidas, por vezes, enfrentam quedas de energia duradouras, o que coloca em risco a produção.

Alternativas

Por conta disso, cada vez mais, os produtores têm buscado alternativas para a geração de energia própria. Dentre essas, o uso de painéis solares tem ganhado destaque. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio é o terceiro maior nicho de consumidores de energia solar no país, atrás apenas das unidades residenciais e do comércio.

Os dados da ABSOLAR mostram, ainda, que a área rural soma mais de 27 mil sistemas fotovoltaicos e corresponde a 7% da energia solar produzida no país.

Outra alternativa adotada pelos produtores é a locação de geradores de energia para a solução de problemas temporários de interrupção do fornecimento a fim de evitar prejuízos. Nos últimos tempos, os sistemas híbridos - que combinam painéis fotovoltaicos e geradores de energia a diesel - também têm sido utilizados na zona rural. No entanto, nem todas as alternativas são possíveis para os pequenos e médios produtores. (Ascom)

sindivegNa semana em que completa 80 anos, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Para Defesa Vegetal (Sindiveg) presenteia os agricultores brasileiros com o terceiro módulo de sua plataforma digital de treinamentos sobre defensivos agrícolas. Essa etapa do curso aborda a prevenção e primeiros socorros no uso dos produtos. Quem perdeu os primeiros módulos, ainda pode realizá-los, com direito a certificado de conclusão.

A ferramenta é totalmente gratuita e pode ser acessada por todos os interessados no site treinamentos.sindiveg.org.br. Lançada em 2020, a plataforma já conta com mais de 9 mil pessoas cadastradas, das quais cerca de 4,5 mil são agricultores. Ao todo, mais de 6,7 mil certificados já foram emitidos no portal.

"Os defensivos agrícolas são produtos especiais e requerem cuidados especiais. Usá-los de forma correta e segura é benéfico para o produtor, o meio ambiente, as plantações e a sociedade. Com a otimização das aplicações, evita-se o desperdício e a dispersão de resíduos. Com o controle eficaz de pragas, doenças e plantas daninhas, as lavouras estarão protegidas e terão elevada produtividade e qualidade dos alimentos para o consumo", afirma o presidente do Sindiveg, Julio Borges.

O terceiro módulo trata especificamente dos conceitos de intoxicação e dos primeiros socorros em casos suspeitos. Ambos os tópicos possuem testes interativos para que o inscrito possa fixar seus conhecimentos. Os módulos anteriores, por sua vez, abordaram a segurança na aplicação dos defensivos e a tecnologia de aplicação desses insumos.

"A educação sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas é um dos pilares mais importantes do trabalho do Sindiveg. Esse compromisso nos leva a investir na difusão de conhecimento com foco especial nos pequenos produtores, contribuindo para a segurança de todos os envolvidos no ciclo da agricultura, para o cuidado com o meio ambiente e para a promoção da alta produtividade no campo", complementa Fabio Torretta, membro da diretoria executiva do Sindiveg.

O conteúdo do terceiro módulo do treinamento foi elaborado pelo Sindiveg, em parceria com o médico Sergio Graff, mestre em Toxicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Graff foi presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia entre 1997 e 1999 e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Sobre o Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há 80 anos. Reúne 27 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órgãos governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produção de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribuições estão as relações institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representação legitima do setor com base em dados econômicos e informações estatísticas. A entidade também atua fortemente para promover o uso correto e seguro, levando conhecimento e educação aos produtores e respeitando meio ambiente, leis e normas. Para mais informações, acesse www.sindiveg.org.br. (Ascom)

A ZF acaba de lançar no Brasil os eixos agrícolas TSA 20 Basic Line. Tratam-se dos conceituados eixos da família TSA, conhecidos por atributos como estrutura robusta, tecnologia embarcada e alta flexibilidade operacional, que agora ganham configuração técnica que permite atender às demandas de fabricantes de tratores convencionais multifuncionais, utilizados nas mais diversas aplicações agrícolas.

Os eixos dianteiros TSA 20 Basic Line foram desenvolvidos para atender as mais diversas aplicações agrícolas. Ou seja, esses eixos aliam robustez e eficiência com uma configuração simplificada e são recomendados para equipar tratores agrícolas de uso misto.

A ZF iniciará a produção desses novos eixos para o mercado a partir do segundo semestre deste ano. Duas importantes fabricantes nacionais, a AGCO, líder mundial em concepção, fabricação e distribuição de maquinário e soluções agrícolas e tecnologia de precisão, e Landini, que atuam no País oferecendo vasta gama de produtos, já fecharam encomenda do Basic Line que passará a equipar os mais variados modelos de tratores multifuncionais produzidos no Brasil.

Referência em alta produtividade em operações pesadas no setor canavieiro, os tratores Valtra BH Geração 4 passarão a ser equipados com os novos eixos TSA 20 Basic Line. Esses equipamentos, com motores de 4 a 6 cilindros, oferecem uma das melhores relações potência e força do mercado.

Desenvolvidos pela engenharia do Centro de Competência Global de Eixos Agrícolas da ZF, em Sorocaba, SP, os novos eixos substituirão os modelos AS 3065 e AS 3070. “Trata-se de uma evolução natural e, com o Basic Line, passamos a ter uma gama completa de eixos agrícolas da família TSA. São produtos conhecidos por elevada robustez, muita tecnologia embarcada e alta flexibilidade operacional, permitindo adequação técnica às mais variadas aplicações”, comenta Márcio Ribeiro, gerente sênior de vendas da ZF.

De acordo com Ribeiro, os eixos agrícolas da Família TSA trazem diversas vantagens, com destaque para a modularidade de componentes, facilitando a inclusão de opcionais como bloqueio de diferencial hidráulico e suspensão. “A engenharia da ZF aqui no Brasil desenvolveu uma arquitetura inteligente para esses eixos para permitir uma gama de produtos que varia do premium ao standard, que é o caso do Basic Line”.

A família de eixos TSA conta com design e aplicação desenvolvidos integralmente pela engenharia de produto da ZF no Brasil, com suporte das demais áreas da empresa, e seu resultado final demonstra o total atendimento às necessidades da operação em campo, desde a plantação até a colheita, contemplando a conveniência do cliente final e das montadoras.

Centro de Competência

O Centro de Competência Global de Eixos Agrícolas ganhou relevância graças à evolução tecnológica presente nos eixos produzidos para o mercado agrícola e de construção brasileiro, chamando a atenção da própria matriz da ZF, na Alemanha.

Hoje o centro é responsável por coordenar o desenvolvimento de eixos agrícolas para todos os mercados do mundo atendidos pela ZF. A proposta de aplicar a alta expertise da engenharia nacional nesta área para oferecer soluções tecnológicas inovadoras aos outros mercados onde a ZF atua está sendo realizada de forma consistente.

O foco principal dos desenvolvimentos são os grandes mercados da América Latina, Ásia e Europa, onde há forte demanda por esse tipo de solução. Para isso, foram criados centros de engenharia correspondentes em países como China e Índia.
A ZF é uma empresa global de tecnologia e fornece sistemas para carros de passeio, veículos comerciais e tecnologia industrial, contribuindo para a próxima geração da mobilidade. A ZF permite que os veículos vejam, pensem e ajam. Por meio dos quatro campos de tecnologia, sendo Controle de Movimento de Veículos, Segurança Integrada, Condução Automatizada e Mobilidade Elétrica, a ZF oferece soluções abrangentes para montadoras de veículos estabelecidas e provedores de serviços de transporte e mobilidade emergentes. A ZF eletrifica uma ampla variedade de veículos. Com seus produtos, a empresa contribui para reduzir as emissões, protegendo o clima e aumentando a segurança na mobilidade.
Com receita de 32,6 bilhões de euros em 2020, a ZF conta com mais de 150.000 colaboradores em aproximadamente 270 localidades em 42 países. (Ascom)

CUIABÁ - O comitê da Rede de Inovação e Investigação Meteorológica (RIIMT) foi oficialmente criado esta semana (18/05) com o objetivo de buscar soluções para um dos principais desafios dos produtores rurais de Mato Grosso: a falta de precisão na previsão climática. A rede é uma iniciativa do Instituto AgriHub, ligado ao Sistema Famato.

 “O Instituto AgriHub deu um importante passo na organização da cadeia que possibilitará construir soluções aos desafios do produtor, em especial para a melhorar a previsão climática.”, disse o diretor executivo do Instituto AgriHub, Otávio Celidonio. agrih

 O presidente do Sistema Famato, Normando Corral, fez a abertura do encontro que teve a participação de representantes de instituições públicas e privadas, Sistema Famato, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Associação dos Produtores de Sementes do Mato Grosso (Aprosmat), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e a Amaggi, que vão compor o plenário do comitê.

 As instituições participarão das tomadas de decisões que irão pautar projetos desta temática. Dentre os trabalhos está o projeto piloto do RIIMMT, financiado pelo Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT) que entra em fase de implantação em junho deste ano, onde serão implementados modelos de serviços e tecnologias para previsão climática. O aporte financeiro é de R$ 2 milhões.

 Otávio Celidonio disse que o projeto pode possibilitar aos produtores programar as atividades do dia a dia como as pulverizações e a colheita, assim como na estimativa do volume de chuva acumulado por hectare, com mais precisão do que os métodos tradicionais. “A primeira coisa que o agricultor quer saber é se choveu e o quanto choveu”, pontuou Celidonio.

 A validação e o estabelecimento de parâmetros técnicos para balizar a contratação de serviços ou compra de equipamentos relacionados à rede e identificação de oportunidades de parceria com entidades que possam contribuir no desenvolvimento de ações, também estão entre as prioridades do comitê da RIIMT. (Ascom)

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