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Agronegócio

campanha vetCUIABÁ - A campanha de Boas Práticas Para Uso de Produtos Veterinários em Mato Grosso teve início nesta segunda-feira (21) em todas as unidades do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), na Capital e interior. O objetivo é proteger a saúde animal, humana e o meio ambiente.

“Além de realizar as suas funções de fiscalização, é importante investir em processos educativos, difundindo as boas práticas na produção como forma duradoura de buscar uma produção agropecuária de qualidade, que seja segura tanto para o produtor, quanto para a população e o meio ambiente”, disse o fiscal do Indea e médico veterinário Heitor David Medeiros, que está à frente da campanha.

A iniciativa é de autoria do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e conta com parceiros como Sistema Famato, Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso (SFA/MT) e a Empaer.

Para isso vai estabelecer um diálogo com o produtor rural, com reuniões presenciais nos sindicatos rurais, nos escritórios do Indea, nas revendas de produtos veterinários e pelo WhatsApp. As publicações são todas digitais e o material é online, contendo infográficos ilustrativos, vídeos, áudios, mensagens de textos curtas e podcasts sobre as boas práticas no campo. (Ascom)

Determinante no desempenho e na performance dos equinos, os cascos precisam receber suplementação nutricional especial para evitar quebras e, quando for o caso, agilizar cicatrizações. Adicionalmente, essa atenção nutricional torna os animais mais resistentes a lesões e à fadiga. É o que explica Antônio Coutinho, gerente de produtos para equinos da Vetoquinol Saúde Animal, uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo. "A atenção à saúde dos cascos é essencial, principalmente nos animais atletas, que precisam de desempenho máximo nas provas de performance e longas caminhadas. Mais do que garantir a performance, esse cuidado aumenta o bem-estar do plantel", alerta Coutinho. cavalo

Para a manutenção da saúde dos cascos, é essencial oferecer suplementação adequada, com ração balanceada e ajustada às necessidades do animal, além de água de ótima qualidade. Exemplos de nutrientes valiosos são o zinco, o manganês, o selênio, a biotina e a DL-metionina – que é fonte orgânica de enxofre, que estimula a produção de queratina, proteína que fortalece os cascos. "Percebemos alterações visíveis nos cascos quando há baixa ingestão de nutrientes, assim como nos pelos, que perdem o brilho", explica o especialista da Vetoquinol. “A suplementação nutricional proporciona ganhos adicionais. Os equinos se recuperam mais rapidamente após exercícios, mostrando que estão prontos para as provas”, acrescenta Coutinho.

A Vetoquinol desenvolveu o suplemento nutricional Kerabol®, solução que contém os nutrientes essenciais para a saúde dos cascos dos equinos. O produto faz parte da linha Equistro, líder e referência global, com 35 anos de presença no mercado. "Problemas nos cascos dos equinos podem deixar animais de competição parados por até seis meses, gerando prejuízo não só econômico, mas também de bem-estar dos cavalos. O problema é sério e exige muita atenção", reforça o especialista.

A prevenção é o caminho para altos índices de desempenho. "Kerabol® possui nutrientes na forma líquida e biologicamente ativos com elevada biodisponibilidade e eficiência e está disponível nas principais lojas agropecuárias em frascos de 1 litro. A recomendação é de dosagem de 10 ml por dia para cavalos com até 500 quilos ou 15 ml/dia para animais acima desse peso", finaliza Antônio Coutinho.

Sobre a Vetoquinol – Entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, com presença na União Europeia, Américas e região Ásia-Pacífico. Grupo independente, projeta, desenvolve e comercializa medicamentos veterinários e suplementos, destinados à produção animal (bovinos e suínos), a animais de companhia (cães e gatos) e a equinos. Desde sua fundação, em 1933, a Vetoquinol combina inovação com diversificação geográfica. O crescimento do grupo é impulsionado pelo reforço do seu portfólio de produtos associado a aquisições em mercados de alto potencial de crescimento, como a Clarion Biociências, ocorrida em Abril/2019. A Vetoquinol gera 2.372 empregos e está listada na Euronext Paris desde 2006 (símbolo: VETO). A Vetoquinol conta com SAC formado por profissionais da área veterinária para auxílio aos clientes. A ligação é gratuita - 0800 741 1005. (Ascom)

CUIABÁ - A anomalia das vagens ou apodrecimento de grãos e vagens, problema que vem ocorrendo há três safras na cultura da soja, especialmente no médio norte de Mato Grosso, nos municípios do eixo da BR-163, continua sendo motivo de observação e pesquisa por parte de especialistas.

vagem podreRecentemente, um grupo multidisciplinar de pesquisa liderado pela Embrapa Soja, do qual a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) faz parte junto com outras instituições, especialistas e produtores rurais, esteve reunido na região. O objetivo do encontro foi o de acompanhar áreas com o problema e propor uma padronização das avaliações a serem conduzidas pelas frentes envolvidas.

Diante do cenário encontrado em visitas às lavouras, o grupo estima que aproximadamente 2,5 milhões de hectares apresentem incidência de anomalia, em diferentes proporções e graus de intensidade, o que significa aumento da abrangência com relação às duas últimas safras. Os especialistas receberam relatos de produtores rurais indicando maiores perdas de produtividade, aumento da extensão de ocorrência geográfica e impactos de até 40% na quantidade de grãos avariados.

Felipe Araújo, pesquisador da área de Fitotecnia da Fundação MT, e Karla Kudlawiec, pesquisadora da área de Fitopatologia da instituição, participam da frente de pesquisa e destacam que o momento continua sendo de cautela sobre o diagnóstico das causas do problema. “A partir desse grupo definimos algumas diretrizes para trabalhar de forma emergencial, fizemos a unificação de uma metodologia de avaliação para que seja possível comparar dados e, com isso, queremos entregar para o produtor um resultado robusto, com informações de repetibilidade”, explica Felipe.

Junção de pesquisas

Há duas safras, a Fundação MT também conduz no Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD Norte), em Sorriso, um experimento com o objetivo de gerar mais informações sobre a anomalia das vagens. Nesta safra, o ensaio avalia diferentes cultivares de soja semeadas em três épocas (10/10, 01/11 e 25/11), submetidos a dois programas de fungicidas -, um com manejo completo e outro sem aplicação -, para fins de pesquisa e caracterização de cultivares.

A pesquisadora Karla, responsável pela condução do ensaio, explica que nas outras safras foi constatado que a aplicação de fungicidas pôde reduzir a ocorrência dos danos às vagens e grãos. Dessa forma, a partir desta safra os experimentos estão voltados para entender se há diferenças de eficácia na redução dos sintomas, entre os distintos grupos químicos de fungicidas que o produtor tem disponível para aplicação. “Com isso, esperamos colher ainda mais dados para serem divulgados assim que estiverem consolidados junto ao grupo de pesquisa”, revela.

A pesquisadora também esclarece que outra etapa do trabalho está sendo conduzida pela Embrapa e busca, num primeiro momento -, a partir de amostras coletadas no campo -, o isolamento dos microrganismos presentes em vagens e grãos com sintoma e, numa etapa posterior, o sequenciamento genético do que foi encontrado. “Isso irá permitir entender se a ocorrência da anomalia está relacionada a uma nova espécie de algum dos gêneros já encontrados, ou se esses microrganismos sofreram alguma mutação para reduzir a sensibilidade aos ativos fungicidas e, se por ventura, teve sua virulência aumentada”, completa.

O que os resultados indicam até agora

A anomalia das vagens é um problema que está presente na cultura da soja e não há ocorrências em outros cultivos de Mato Grosso, como milho e algodão. Entre os sintomas mais típicos está o escurecimento interno da vagem e de grãos, com maior intensidade no terço médio inferior, e que fica mais visível nos estádios finais de enchimento de grãos, ao redor de R5.5 e R.6, próximo à maturação fisiológica. Ao abrir a vagem é constatado o apodrecimento de um ou mais grãos.

Os pesquisadores da Fundação MT relatam que em todas as avaliações neste período de três safras, não foi encontrado nenhum patógeno incomum associado ao problema, e sim fungos dos gêneros Fusarium, Colletotrichum, Phomopsis, Cercospora e também bactérias, porém, todos já descritos há muito tempo na cultura da soja. “A maioria desses patógenos são considerados oportunistas, ou seja, aproveitam-se de condições favoráveis como uma eventual debilidade da planta, e colonizam o tecido vegetal, causando o sintoma de apodrecimento de vagens e grãos”, define o fitopatologista.

Araújo destaca ainda que para o patógeno avançar no processo de colonização e multiplicação, ele precisa de condição ambiental favorável, como de umidade e molhamento foliar e de tecido, além de suscetibilidade de um hospedeiro. “Este entendimento é que estamos utilizando como padrão, pois sabemos que existe algum estímulo externo para essas situações das lavouras, seja ele edafoclimático (clima e solo), de manejo ou a junção desses, os quais estão tornando as plantas mais suscetíveis ao ataque desses microrganismos aproveitadores”, pontua.

Genética

Com relação às cultivares de soja avaliadas no experimento da Fundação MT, os especialistas verificaram que nenhuma deixou de apresentar o problema, sendo algumas com maior ou menor intensidade. Também se constatou que o apodrecimento é mais intenso nas primeiras semeaduras da janela, enquanto que nas posteriores existe tendência de redução do problema.

“Entendemos que a anomalia não está ligada somente à época de semeadura, mas sim, a uma junção de fatores”, cita Karla. “Ambiente favorável ao desenvolvimento de fungos fitopatogênicos/saprofíticos, maior intensidade em determinadas cultivares e maior ou menor proteção dos fungicidas utilizados”, completa. 

Os profissionais ressaltam que todas as pesquisas e junção de dados também poderão ser úteis no processo de melhoramento genético de cultivares de soja das obtentoras. As empresas poderão trabalhar para selecionar materiais que tenham mais adaptação às situações específicas das lavouras no eixo da BR-163, como é o caso da anomalia das vagens. (Ascom)

Na agricultura, todos os detalhes fazem a diferença e são essas diferenças que serão convertidas em maior produtividade e consequentemente mais lucro no final da safra. Por exemplo, quando chega a hora de substituir um pulverizador antigo, muitos produtores acabam aposentando o velho equipamento, deixando ele deteriorar no tempo, pois geralmente o mercado não paga o que ele realmente vale. Para mudar situações como estas muito comuns nas fazendas brasileiras, a MP Agro, desenvolveu a transformação de pulverizador antigo em novo distribuidor de fertilizantes autopropelido, altamente eficiente.

Com essa transformação, além da economia de até 80% do valor em relação a um autopropelido novo, o agricultor pode ainda ampliar sua produtividade. Como isso é possível? Como já sabemos que os ganhos estão nos detalhes, só o fato de poder utilizar o mesmo rastro do pulverizador na distribuição de fertilizantes, o agricultor, por exemplo, pode chegar a um adicional de até 6 sacas por hectare de milho evitando o amassamento nas linhas.

Já na cultura do milho, com parcelamento de fertilizante de cobertura em plantas com mais de 1 metro de altura, o rendimento pode chegar a 4 sacas de milho/Ha. A prática de adubação em estágios mais avançados da cultura é muito importante para garantir a máxima produtividade de uma safra, pois a técnica garante os nutrientes necessários a planta em todo seu desenvolvimento.

De acordo com o gerente de fazenda da cidade de Jataí, Goiás, Jaime Jair Hahn, que fez essa conversão de um equipamento parado, os benefícios são muitos. “Além da grande economia já apontada, em relação a compra de um distribuidor novo, nossas aplicações foram agilizadas”, destaca.

Qualidade e sustentabilidade

A transformação do autopropelido na fazenda além da economia como já destacado, também proporciona ganhos em sustentabilidade, afinal o produtor está reaproveitando um equipamento que na maioria das vezes é descartado e segue poluindo o meio ambiente. Justamente com essa preocupação e foco na maior durabilidade na utilização dos equipamentos em campo, que a linha Z da MP Agro é produzida em inox ideal para combater o efeito da abrasão e corrosão sendo de fácil limpeza por conta da baixa rugosidade e assepsia.

Assim, gera um aumento da vida útil em pelo menos três vezes maior em equipamentos sujeitos ao desgaste, como os distribuidores de fertilizantes e corretivos que sofrem agressão do tempo combinados com os efeitos químicos dos produtos. Segundo, Daud Falconi, diretor comercial da MP Agro, a empresa pensou em todos os detalhes ao desenvolver os equipamentos. “Além de ter o chassis, roletes das esteiras e toda estrutura em aço inox, com uma gama completa de opções de fixadores conseguimos transformar qualquer modelo de pulverizador autopropelido do mercado”, destaca.

Para atender as demandas dos produtores, a empresa conta com uma rede de revendedores em todo o Brasil, técnicos de fábrica em todos os estados e assistência remota, garantindo ao cliente todo o suporte necessário, finaliza Falconi.

MP Agro – Fundada em 2012 e com sede em Ibaté-SP, a empresa nasceu com o propósito de trazer as melhores e mais confiáveis soluções tecnológicas em inox ao mercado agrícola. Possui um portfólio de produtos voltados para distribuição de fertilizantes, o que os tornam especialistas no segmento. (Ascom)

LuciaDrones, predição guiada por satélites, sementes, fertilizantes e máquinas de última geração, além de softwares que aumentam os potenciais das empresas num período de crescimento exponencial e resultados fora do comum. Definitivamente, o agro é cada vez mais high tech e exige tecnologias focadas em pessoas. Quando o empresário do setor precisa implementar ferramentas para modernizar sua empresa, como deve preparar a equipe para essa mudança?

É aí que nós, gestores de mudanças (GMOs), entramos com nossa expertise para promover e traduzir a inovação na companhia, de forma suave e sem provocar abalos. Afinal, são milhões em investimento na implementação de sistemas ERPs como, por exemplo o SAP S/4HANA, além de upgrades que exigem um time afinado na recepção.

Não podemos fazer esses movimentos sem explicar para o cliente do agronegócio que a tecnologia é 30% do que vai acontecer e os outros 70% dependerão muito das pessoas que vão apertar o botão da tecnologia depois. A inovação é o meio pelo qual será feita uma alteração na chave da empresa, mas quem vai fazer o movimento são as pessoas. O atendimento neste âmbito depende do mindset da equipe, se mais disruptivo ou não. Se a resposta for positiva, fica um pouco mais fácil.

Depois que conseguimos abrir essa porta, temos o entendimento sobre o fit cultural do segmento e suas particularidades. A conexão com o cliente é que dará as cartas nesses momentos, porque não há um modelo de prateleira a ser escolhido – o que deu certo em uma empresa não vai, necessariamente, dar certo em outra. A implementação é modelada caso a caso, de acordo com as características de cada cliente na transformação que ele requer, conforme a sua maturidade, valores, região e histórico. É necessário fazer a transformação com cuidado e respeito pela cultura do cliente.

A resistência às mudanças precisa ser feita em parceria com a área de recursos humanos do agronegócio. É muito aporte de tecnologia no campo, mas nem sempre o RH recebe o mesmo aporte, fazendo com que nosso trabalho próximo a ele seja estratégico no estabelecimento de pontes, visando um melhor ritmo no desenvolvimento das pessoas. Se vamos aportar mais tecnologia, precisamos ter um time melhor preparado para um ambiente de negócios competitivo.

Entre as características do agronegócio que influenciam nosso trabalho, está, portanto, a necessidade de também se investir no RH, para que seja uma área mais preditiva e que possa, de fato, ser uma sustentação de um setor em crescimento constante, desenvolvendo a liderança para suportar essa transformação e gerando senso de pertencimento no time.

Em processos como esses, a relação de confiança é imprescindível e o cliente precisa perceber que estamos lá para construir algo juntos. Buscamos ter uma linguagem próxima ao seu universo, a fim de descomplicar a tecnologia e extrair o que há de melhor para ajudar na realidade da empresa. A ideia é que estejamos lado a lado com o executivo e os colaboradores quebrando paradigmas, ultrapassando barreiras e casando propósitos.

Estamos em um projeto para implementação do SAP S/4HANA e percebemos o quanto a mudança impactará as pessoas. De nossa parte, como GMOs, é muito importante que o cliente participe ativamente deste movimento e cabe a nós mostrar claramente os motivos de desejar a mudança, fazer uma boa leitura de seu cenário e manter uma atitude de acolhimento e reciprocidade.

Pavimentar o caminho sem solavancos, mas de maneira que se compreenda o benefício do que está sendo feito no final do dia é nosso objetivo. Essas empresas, especialmente as que estão implementando ou almejam implementar um novo sistema, estão cada vez mais high tech em um ambiente de crescimento que vai além das projeções estipuladas. Por isso, a decisão da mudança deve ser pautada, conforme os próprios líderes reconhecem, pela sustentabilidade que o processo garante a longo prazo em um segmento bastante pragmático quanto a resultados como é o do agronegócio.

*Lucia Teles é GMO no segmento de agronegócio da Gateware.

Sobre a empresa – Focada em tecnologia e inovação, a Gateware foi fundada em 2000. Com matriz localizada em Curitiba, no Paraná, também possui unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina e EUA. Atualmente, possui mais de 100 funcionários e atua em quatro suites: GW Value Strategy (PMO Gestão de Projetos e GMO Gestão de Mudanças), GW Outsourcing (Alocação e Hunting de Profissionais de TI), GW Solution (Aplicativo LivID que realiza Prova de Vida e Recadastramento Digital por meio do reconhecimento facial e inteligência artificial) e GW Labs (Fábrica de Softwares Multiplataforma). Seu mais novo produto é o app LivID, que foi desenvolvido pela Bexpo, startup recém-adquirida pela provedora de soluções em tecnologia. (Ascom)

BRASÍLIA - A produção brasileira de grãos na safra 2021/22 está estimada em 268,2 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, representa um crescimento de 5% quando comparada com a temporada passada, o que representa cerca de 12,79 milhões de toneladas a mais a serem colhidas. É o que mostra o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2021/2022 divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O desempenho da atual safra sofre impacto da forte estiagem, verificada nos estados da Região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul, que justifica as perdas expressivas nas produtividades estimadas, sobretudo nas lavouras de soja e milho”, explica o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro. “Mesmo com índices pluviométricos mais regulares em comparação ao registrado em dezembro do ano passado, a chuva registrada em janeiro na região Sul não foi suficiente para atingir a média em toda a região”, pondera Ribeiro.

Com 16,8% das lavouras já colhidas, a soja deverá registrar uma produção de 125,47 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 9% quando comparada com a safra passada. O plantio da oleaginosa ocorreu dentro da janela ideal na maioria das regiões produtoras, o que gerou expectativas positivas. Porém, a partir de novembro, o cenário mudou devido às condições climáticas adversas ocorridas. “A influência do fenômeno La Niña interferiu fortemente nas precipitações registradas. Praticamente toda a Região Sul e parte do Mato Grosso do Sul sofreram restrição hídrica severa em novembro e dezembro, além de altas temperaturas, que provocaram drástica queda de produtividade nas áreas”, reforça o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Sergio De Zen.

Já para o milho, apesar do clima adverso para a primeira safra, a Conab espera uma recuperação na produção. Segundo a estimativa da estatal, deverão ser colhidos 112,34 milhões de toneladas, um incremento de 29% em relação a 2020/21. A primeira safra do grão deve permanecer em 24 milhões de toneladas, volume muito próximo ao colhido na temporada passada. Já para a segunda safra é esperado um aumento de 47% na colheita, podendo chegar a 86 milhões de toneladas. “Esse aumento é devido aos preços atrativos praticados pelo mercado e pelo plantio realizado na janela ideal da soja, principal cultura que antecede ao milho”, ressalta o diretor. Segundo o Progresso de Safra, divulgado no último dia 7, já haviam sido semeados 22,4% da área prevista, com destaque para Mato Grosso, com percentual de plantio que chega 42,6%.

A produção de feijão deve se manter em torno de 3 milhões de toneladas. A primeira safra, deve apresentar uma queda na colheita de 4,2%, podendo chegar a 935,5 mil toneladas. O resultado reflete a redução tanto de área cultivada quanto de produtividade. Mas, a expectativa é que as próximas 2 safras da leguminosa apresentem recuperação. No caso do arroz, a Conab estima uma queda de produção em torno de 10%, e a colheita prevista está em 10,57 milhões de toneladas. De acordo com o levantamento, a questão climática no Brasil é apontada como um dos fatores determinantes para as expectativas da safra 2021/22. “As lavouras, principalmente no Rio Grande do Sul, sofreram com altas temperaturas e isso prejudica a fase reprodutiva. Além disso, o tempo seco reduziu sensivelmente os níveis dos mananciais para irrigação, fazendo com que parte das lavouras sejam manejadas em regime de sequeiro ou sub-irrigada, o que reduziu o potencial produtivo das lavouras”, explica o gerente de Acompanhamento de Safras da Companhia, Rafael Fogaça.

Outra importante cultura, o algodão já está semeado em cerca de 79,6% da área destinada ao cultivo do grão. A expectativa é que a produção cresça próximo a 15%, chegando a 6,6 milhões de toneladas. Esse crescimento reflete não só o aumento da área cultivada, bem como das condições climáticas favoráveis à semeadura, germinação e desenvolvimento vegetativo, assim como a semeadura dentro da correta janela de plantio. Apenas a pluma da fibra deve registrar uma produção de 2,71 milhões de toneladas.

Mercado – Neste levantamento, a Conab manteve a estimativa de exportações de algodão com crescimento de 2,5%, em relação ao último ano, esperando que seja alcançado um volume de 2,05 milhões de toneladas. Por outro lado, houve um corte de 10,3% nos embarques previstos para a soja em relação ao boletim divulgado em janeiro. Com a quebra da safra na região Sul, a nova estimativa é que as exportações da oleaginosa atinjam 80 milhões de toneladas. 

Já para o milho, na safra 2020/21, no acumulado de fevereiro a janeiro foram exportadas 20,8 milhões de toneladas, enquanto que as importações fecharam o ano safra em 3 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais estimados para o ciclo passado resultaram num total de 8,8 milhões de toneladas. Para a temporada 2021/22, diante do aumento da produção e de uma moeda doméstica desvalorizada, a Conab estima que 35 milhões de toneladas serão exportadas. Além disso, a Conab espera que o estoque final no atual ciclo seja de 10 milhões de toneladas, valor 14,5% superior ao estimado para a safra 2020/21. A recuperação ocorre em função da expectativa de uma boa segunda safra de milho no Brasil.

Quanto ao trigo, a previsão é que os estoques de passagem fechem o ano em 180 mil toneladas, volume superior ao que foi observado na safra 2020/21, porém com redução em relação ao último levantamento, quando se previa a finalização do ano safra em julho com 280 mil toneladas de estoques de passagem.

Em relação aos preços dos produtos nas principais praças observou-se, no mês de janeiro em comparação com dezembro, certa estabilidade nas cotações de arroz no Rio Grande do Sul, com ligeira queda de 0,1%. Preços estáveis também para o trigo no Paraná. Em contrapartida, o feijão preto no estado paranaense e o feijão cores em São Paulo registraram alta de 20% nas cotações. No Mato Grosso, alta para milho, soja e algodão em 10,5%, 7,6% e 6,7% respectivamente. A oleaginosa também apresentou preços mais elevados em 5,5% no PR. (Ascom)

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