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Professores se reinventam na pandemia - veja experiência de professor de Água Boa

Professora de matemática que planeja estar em sala até quando os cálculos permitirem, jovem professora que encontrou na gameficação um jeito de ensinar biologia, um professor apaixonado pelos números que se descobriu youtuber e professor da língua inglesa que enfatiza que os profissionais da educação mostraram ao mundo que são perseverantes. Estes são alguns dos milhares de exemplos da dedicação no contexto da pandemia.seduc

Foram muitos desafios e todos reconhecem que há ainda muitos outros para recuperar a aprendizagem dos estudantes, mas no dia a dia provam que estão prontos para continuar superando, se reinventando e cumprindo o papel social mais importante que existe, o de educar, de preparar as crianças, jovens e adultos para um futuro mais promissor.

Em meio aos relatos de persistência e desafios em lecionar na presença do vídeo, são inúmeras as histórias dos mais de 23 mil professores da rede ensino do Estado. Em homenagem ao dia dos professores, a Secretaria de Estado de Educação separou histórias de quatro profissionais que estão vivendo momentos distintos na carreira, mas que se assemelham à rotina de muitos professores pelo mundo.

Como quem adivinhasse as adversidades futuras, Ivelise Fátima Moura Jeronymo, professora de matemática há 40 anos, decidiu ouvir o conselho do filho e fazer cursos de atualização das plataformas digitais antes da pandemia começar. “Lógico que havia o entrave de ser uma mulher de 66 anos na frente da tela, mas as ferramentas eram tão intuitivas e dinâmicas que já me imaginava ensinando geometria com os recursos”, relata a professora do 1º e 2º ano do Ensino Médio na Escola Liceu Cuiabano, na Capital.

Um ano e sete meses depois, Ivelise descreve não ter se acostumado ainda com a troca do quadro do início da carreira pelo mouse pad. Ela continua achando incrível as possibilidades da matemática no ambiente digital, mas frisa que nada substitui a presença dos estudantes. Acostumada a ter matemáticos a sua volta, já que o filho e a nora também lecionam matemática na rede de ensino, a professora diz ser essencial o elo professor e aluno para o ensino da disciplina.

“Passei a maior parte da minha carreira lecionando para o Ensino Médio, tenho histórias tão importantes que fazem parte da história da minha família. Minha conquista mais recente foi a de uma aluna que passou a se sentar ao meu lado, durante as aulas, para melhorar o aprendizado e terminou o ano com a nota máxima. Sinto falta da presença, gostaria de ter os recursos digitais em sala, afinal, a matemática, essa matéria vista como difícil, só se torna possível ensinar pelo afeto. É na conquista dos alunos que eles passam aplicar matemática no cotidiano. Quero mais histórias como dessa aluna”, comunica a professora.

Em Água Boa, na Escola Estadual Antônio Grohs, a realidade das ferramentas digitais também conquistou o professor de matemática Kliver Moreira Barros, 38 anos. Kliver considera positivo o desenvolvimento dos alunos. Pelo uso da tecnologia na elaboração de gráficos e acesso a sites de álgebra, conteúdos como cálculos e fórmulas passaram a ser mais acessíveis aos estudantes.

“Ensinar pelo vídeo foi um obstáculo para muitos. Então, se tem um conselho que deixo aos colegas nesse dia dos professores é que eles encontrem um meio termo de implementar o digital no ensino. Voltaremos às salas, mas para além de toda dificuldade que a covid nos trouxe, o que a pandemia nos apontou é a urgência de aulas tecnológicas”.

As aulas cheias de recursos do professor Kliver Barros tanto chamaram atenção dos estudantes que ele revela ter encontrado outra profissão. “Não me imaginava fora da sala de aula, mas de repente passaram a me chamar de youtuber. As minhas aulas passaram a ser tão animadas que me empenhei em fazer vídeos de bastante impacto e visualização”, destaca. (Ascom)

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