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A FICO começa a sair do papel, depois que o projeto de concessões de ferrovias foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União esta semana. Nossa cidade passa para o cenário nacional e centro das atenções com o anúncio de que o primeiro trecho da FICO será de Mara Rosa/GO a Água Boa/MT. Depois, os trilhos devem seguir até Lucas do Rio Verde, numa etapa futura.

editorialDiante desse quadro, estamos na encruzilhada da ferrovia e com grande necessidade de apostarmos as fichas no progresso e no desenvolvimento que apitará por aqui em poucos anos.

Significa mais do que nunca que a cidade precisa de líderes políticos com grande capacidade e visão futurista. Líderes políticos que não olhem para grupelhos, mas que preparem ações de desenvolvimento para a cidade. Afinal, um porto ferroviário de embarque e desembarque exigirá enormes investimentos de infraestrutura. A maioria dos investimentos virá das empresas, mas a cidade não pode virar as costas para essa nova realidade.

Dezenas de empresas virão se instalar no entroncamento do complexo rodoferroviário da BR-158 com a FICO. Empresas que precisarão de energia elétrica e água potável só para começarem o canteiro de obras. Empresas que precisarão de areia, cimento, tijolos, pedra brita e demais materiais de construção e acabamento. Investimentos que vão gerar vendas, emprego e renda para o comércio local e regional, desde que o olho dos donos não cresça com preços exorbitantes.

A vinda de novas empresas atrairá um sem número trabalhadores, mas também alguns aventureiros em busca do lucro fácil. Isso exigirá investimentos na infraestrutura básica para novos cidadãos, como postos de saúde, escolas, creches, sem falar na necessidade de aumentar a estrutura da segurança pública.

Para tocar tais projetos é necessário que o município seja gerenciado por pessoas capazes. Pessoas visionárias que aproveitem a onda do otimismo e construam realidades em cima dos sonhos. Não para beneficiar grupos, mas extrair o máximo de cada ação em prol do bem comum.

Diante desse quadro, a eleição municipal de 2.020 será uma das mais importantes desde a era de transformação que a cidade viveu de 2.005 a 2.012. Antes, relegada à erosão, buracos, lama, poeira e escuridão, Água Boa deixou de ser ‘currutela’ para ficar na vanguarda dos investimentos estaduais e federais. Hoje servida com boas rodovias, o entroncamento rodoferroviário e o projeto do porto seco precisa ser levado a sério por cada eleitor.

Basta de amadorismo! É hora de buscar algo melhor! Já pensou nisso?

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