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A gestora geral Eliane Ruff RebelattoÁGUA BOA/ QUERÊNCIA - Dezoito comarcas e 11 setores do Tribunal de Justiça (TJ) se destacaram no programa Economia Legal, por serem responsáveis por uma economia de R$ 1.436.515,53, entre os meses de novembro de 2018 e outubro de 2019, e garantiram os selos de reconhecimento nas categorias diamante, ouro, prata e bronze, entregues no IV Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário, que aconteceu no início de dezembro de 2019.
Na ocasião, também ocorreu a divulgação dos dados do Programa Economia Legal, com os resultados gerais relativos ao consumo de energia elétrica, telefonia fixa, telefonia móvel, correios, impressão e consumo (material de expediente) em todo o Poder Judiciário.
A competição saudável entre as comarcas e setores do TJ ocorre desde 2015 e tem estabelecido uma nova cultura de consumo consciente aliado à sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário, resultando na redução do consumo e na economia aos cofres públicos.
Para o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, entregar os selos de reconhecimento aos gestores foi um prazer, pois “isso vem provar o engajamento do Poder Judiciário na sustentabilidade, no meio ambiente e também na economia em prol de outras obras que podemos fazer”. Ele avalia que todos ganham com a boa prática, não somente os magistrados, os servidores e o meio ambiente, mas também a população, que recebe um melhor serviço.
Diante disso, o presidente incentivou a todos que permaneçam engajados no consumo consciente. “O magistrado, o servidor também pode difundir essa boa prática em sua comarca. Esperamos que mais comarcas cumpram essa meta tão almejada de economia e sustentabilidade”, ressaltou.
Representando Água Boa, que ficou em primeiro lugar na categoria Ouro entre as comarcas, a gestora geral Eliane Ruff Rebelatto afirmou que sua equipe não conseguiu atingir as metas necessárias para receber nenhum selo nas últimas edições do Economia Legal, mas que, nesse período, foi incentivando a mudança de hábitos entre os colegas. “Eu estou muito feliz. Foram três anos que venho batalhando, conversando com meus colegas. É de pouquinho em pouquinho que a gente consegue chegar. Foi o primeiro selo que a gente recebeu porque a gente não tinha recebido nenhum selo, mas vale muito a pena”, comemorou.
Segundo ela, a motivação para alcançar 21,93% de redução de consumo foi, além do meio ambiente, a consciência da coisa pública. “Eu sempre trabalhei com meus colegas a questão de que tudo o que a gente usa - o papel, a cadeira que a gente senta - é o nosso próprio dinheiro porque a gente contribui com os nossos impostos, que pagam por isso. E se você cuida do seu sofá, da sua televisão que você usa em casa, você vai ter que cuidar no trabalho também porque foi você que pagou”, exemplifica.

Confira as comarcas vencedoras
Categoria Ouro - As comarcas que mais se destacaram na redução de consumo, ao longo do período apurado, foram Água Boa, que eliminou 21,93% dos gastos com insumos, o que equivale a R$ 51.165,26 em valores reais. Em segundo lugar ficou São José do Rio Claro, com 16,95% a menos de utilização de materiais, o que corresponde a R$ 29.542,05. Na terceira posição está Guarantã do Norte, que reduziu 16,72% do consumo e R$ 20.382,83 nas contas. A comarca de Nova Mutum completa o grupo que recebeu o selo ouro, com economia de 15,75%, resultando em R$ 52.707,10 de economia real.
Categoria Prata - Três comarcas atingiram esta meta e foram: Querência, com 11,73% de redução de consumo; Mirassol D’Oeste, com 11,60% de desempenho e Guiratinga, que baixou em 10,56% o seu gasto com insumos. Juntas, essas comarcas garantiram uma economia de mais de R$ 60,1 mil.
Categoria Bronze - Em primeiro lugar, a comarca de Dom Aquino, que reduziu em 9,22% seu consumo, o equivalente a R$ 8.307,91. Em segundo lugar, Arenápolis, que diminuiu em 8,2% o gasto, equivalente a R$ 16.018,51. Em terceiro lugar ficou a comarca de Porto Alegre do Norte, que cortou 7,59% do consumo e eliminou R$ 13.171,16 de suas faturas.
Também vão receber o certificado nível bronze as comarcas de Sinop (- 7,27%), Rondonópolis (- 7,11%), Sorriso (- 6,83%), Colíder (- 6,56%), Nova Ubiratã (- 5,76%), Chapada dos Guimarães (- 5,72%), Paranaíta (- 5,54%) e Matupá (- 5,08%), que, juntas, somaram o total de R$ 216.106 em economia para os cofres do Judiciário de Mato Grosso.

Confira os setores do Tribunal que se destacaram
Categoria Diamante - Quatro setores do Tribunal receberam o selo de reconhecimento em seu nível mais alto e foram; a Ouvidoria do Poder Judiciário, que reduziu mais da metade do consumo (53,68%) garantindo R$ 8.144, 49 de economia; a Coordenadoria Financeira, com 40,8% a menos de gasto, o que representa um ganho real de R$ 36.546,45; a Coordenadoria de Recursos Humanos, que eliminou 39,48% de custos, gerando R$ 111.841,88 de economia e a Coordenadoria Judiciária, com 35,91% de redução de consumo e R$ 102.828,95 de ganho real.
Categoria Ouro - Neste nível de premiação, se destacaram a Escola Superior da Magistratura (Esmagis), com 26,60% de economia e R$ 23.867,28 de ganho real, na primeira colocação. Em segundo lugar, a Coordenadoria de Infraestrutura, que economizou 23,5% e garantiu o montante de R$ 642.575,00 de ganho real. A terceira colocada, nesta categoria, foi a Coordenadoria de Controle Interno, que poupou 22,2% de insumos e R$ 1.570,68 na fatura. Em quarto lugar ficou a Coordenadoria da Escola de Servidores, com 15,65% de economia e R$ 25.771,32 de ganho real. Fechando este grupo, está a Corregedoria Geral da Justiça (CGJ), que diminuiu seu consumo em 15,06% e economizou R$ 14.237,64.
Não houve ganhador na categoria prata, que se destina aqueles que reduziram o consumo entre 10% e 14,99%.
Categoria Bronze - A Coordenadoria de Planejamento (Coplan), com 8,68% de redução de consumo e R$ 1.287,23 de ganho real e a Central de Conciliação de Precatórios, com 7,72% de economia e R$ 325,04 de ganho real compõem este grupo.

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