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Polícia Militar intensifica cerco contra agressores de mulheres em Querência na Operação Escudo Feminino

A 19ª Companhia Independente avança para a fase repressiva da ação estadual e atende 20 vítimas de violência doméstica no município.
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A 19ª Companhia Independente de Polícia Militar (19ª CIPM) executa a segunda fase da Operação Escudo Feminino em Querência (MT). A mobilização, coordenada pela Polícia Militar do Estado de Mato Grosso em conjunto com o Governo do Estado, tem como foco central a repressão qualificada contra suspeitos de violência doméstica e familiar. O objetivo da atual etapa é proteger as vítimas e garantir a eficácia das medidas protetivas de urgência por meio da fiscalização direta dos agressores.

Em Querência, o trabalho da corporação abrange atualmente o acompanhamento de 12 vítimas ativas, somado à recente inclusão de oito novas mulheres no programa de atendimento da Patrulha Maria da Penha. Após um período inicial de ações educativas encerrado na última quarta-feira (10), as guarnições locais realizam agora visitas aos autores dos crimes e executam mandados de prisão. O foco operacional recai sobre indivíduos reincidentes ou que apresentam risco elevado de escalada da violência.

O planejamento tático desta fase repressiva, programada para durar até 18 de junho, utiliza informações mapeadas pelas Agências de Inteligência (ARI/ALI). Os agentes de segurança confirmaram endereços e definiram alvos prioritários com base em registros de descumprimento de ordens judiciais e análise criminal. A corporação destaca que a repressão ao crime também depende do engajamento de vizinhos e familiares na identificação de comportamentos agressivos, ressaltando que a denúncia formalizada é a principal ferramenta para interromper o ciclo de abusos.

A partir do dia 19 de junho, o comando militar dará início à terceira etapa da operação. As frentes de trabalho retornarão ao modelo preventivo e assistencial até o encerramento da campanha no dia 30. O planejamento logístico prevê a ampliação da presença policial em áreas de risco e o reforço nas visitas domiciliares da Patrulha Maria da Penha. As autoridades orientam que mulheres em situação de ameaça busquem os canais oficiais de segurança para requerer intervenção imediata, mitigando qualquer possibilidade de retaliação.

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