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Notícias

NOVA NAZARÉ - O esporte segue sendo a emoção da multidão. amistoso nn
Amistoso foi disputado entre uma equipe de Nova Nazaré e uma equipe da Alkdeia Tritopá (Xavantes).
Foi na categoria Sub 12, dando abertura ao Campeonato Munic8ipal de Nova Nazaré no campo Barra Pesada, dia 24/06.
Placar final: Nova Nazaré 7 x 1 Tritopá.

BRASÍLIA - A partir de 1° de julho deste ano, entra em vigor a Portaria nº 448 que estabelece o procedimento para a submissão da documentação necessária ao reconhecimento de programas voltados à promoção de boas práticas agrícolas. O documento também regulamenta a Portaria n° 337, publicada em 2021, que estabelece requisitos mínimos e reconhece programas de promoção de boas práticas agrícolas no Brasil, na etapa primária da cadeia produtiva agrícola, aplicados por entes públicos e privados no território nacional.

O objetivo é estimular a produção de alimentos seguros e de qualidade, promover ações que visem melhorar a qualidade da produção de alimentos, além de fomentar práticas sustentáveis de produção agrícola e estimular a melhoria da qualidade de vida da população rural.

O coordenador-geral de Sistemas Integrados de Produção Agrícola do Mapa, Marcus Vinícius de Miranda Martins, destaca a importância da adoção de boas práticas e como ela impacta na produção sustentável. “Quando o produtor rural adota as boas práticas agrícolas conseguimos ter o produto com mais qualidade e com mais garantia. Isso ocorre porque o produtor está fazendo do jeito correto que tem que ser feito, baseado na ciência, na pesquisa de campo”, explica.

Para ter o programa de boas práticas reconhecido e chancelado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os entes públicos e privados interessados devem protocolar o Termo de Declaração junto ao Ministério. A adesão ao programa é voluntária e os interessados devem fazer uma autodeclaração alegando que estão adequados segundo a Portaria 337. Após o envio, a documentação será analisada pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI/Mapa).

O que são as Boas Práticas Agrícolas?

As Boas Práticas Agrícolas são o conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos vegetais alimentícios e não alimentícios, orientadas a promover a oferta de alimento seguro, de forma a cuidar da saúde humana, proteger o meio ambiente e melhorar as condições dos trabalhadores rurais e sua família.

São considerados como requisitos mínimos de reconhecimento de adoção dessas práticas na etapa primária da cadeia produtiva agrícola o planejamento e gestão do estabelecimento rural; a organização e higiene no estabelecimento rural; o cumprimento da legislação ambiental e trabalhista vigente; a nutrição de plantas, fertilidade e conservação do solo; o uso racional e qualidade da água; o uso correto de insumos; o manejo integrado de pragas; e a rastreabilidade do processo produtivo com registros e controles da produção. (Ascom)

itineranteÁGUA BOA - A Câmara Municipal de Água Boa realizará a 1ª Sessão Itinerante do ano no PA Santa Maria, na próxima segunda-feira, dia 04 de julho de 2022, a partir das 18h30, na Escola Municipal Profª Simone Fernandes da Silva Freitas.

A população está convidada a participar, pois é uma grande oportunidade de presenciar uma sessão, assim como encontrar todos os vereadores e a estrutura legislativa. A Câmara Itinerante é uma forma de levar o poder público diretamente ao povo, para que este faça suas reivindicações.

As Sessões Itinerantes são autorizadas conforme Resolução nº 002/2022, de 04 de abril de 2022, que aprovou o calendário para a realização das mesmas no interior do município. (Ascom)

CUIABÁ - Há dez anos, a aprovação do Código Florestal criou um desafio para o setor produtivo: produzir em um ambiente jurídico mais rigoroso quanto às leis ambientais. O desafio foi aceito. Hoje, quando se fala em boas práticas agrícolas, o sentido inclui, obrigatoriamente, responsabilidade ambiental.

“O Código Florestal tinha o objetivo de equilibrar produção e preservação. E isso foi alcançado pelo produtor rural, que tem uma função social de grande interesse nacional”, observou Aldo Rebelo, relator do então projeto de lei. 

Rebelo participou de palestra de encerramento do Famato Embrapa Show, evento realizado pela Famato em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril e Senar-MT. 

“Mato Grosso é um estado protagonista da vida econômica brasileira e teve uma presença ativa na discussão do Código Florestal. O produtor rural, em sua maioria, tem consciência de que precisa produzir e preservar”, afirmou.

Definindo-se como nacionalista, o ex-deputado federal relembra que, dez anos atrás, havia uma desconfiança por parte de lideranças do agro, de perfil mais conservador, pelo fato de ser um político de esquerda. 

“Mas fui capaz de compreender e separar questões ideológicas e políticas daquele que era o interesse nacional em pauta. Produzir alimentos é de interesse do povo, do País, e isso deve ser respeitado. Foi com esse intuito que relatei o Código Florestal”, recapitulou.

Ciente da diversidade do agro (“são pequenos, médios e grandes produtores, com interesses variados”), Aldo Rebelo afirma que há muito desconhecimento e desinformação sobre o produtor rural no Brasil. 

“Há um abismo cultural. O Brasil urbano é o País que legisla, que informa, que pesquisa, e esse distanciamento pode levar ao entendimento de que os produtores são inimigos da natureza, do ambiente. E isso não é verdade. Basta conhecer a realidade que se vê que o produtor aceitou o duplo esforço de preservar e produzir”.

Evento - Idealizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e construído em parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), o Famato Embrapa Show apresentou de 22 a 24 de junho mais de 60 inovações desenvolvidas por 14 unidades da Embrapa em diversas regiões do Brasil. São tecnologias com foco em sistemas produtivos de grãos, fibras e pecuária de corte, além de tecnologias de saneamento básico rural.

Fonte: Ascom Famato/Embrapa (Ascom)

CUIABÁ - Os sistemas integrados de produção são o destaque do painel do Famato Embrapa Show, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Embrapa e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), sexta-feira (24), em Cuiabá (MT).

O pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril, apresentou informações sobre a produção de biomassa para o complexo etanol de milho em sistemas Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), que integram diferentes sistemas produtivos, na mesma área.

Atualmente mais de 17 milhões de hectares adotam a estratégia de ILPF no Brasil, sendo que cerca de 80% dessa área usa apenas os componentes de lavoura e pecuária.  Do total de 17 milhões, o estado de Mato Grosso produz 2,6 milhões de hectares em ILPF. Pela projeção da Embrapa Agrossilvipastoril, apenas de 25 mil a 50 mil hectares do Estado adotam o componente florestal no sistema. “O grande desafio no MT é a consolidação do componente florestal para colaborar com a descarbonização da agricultura”, avalia.

O Mato Grosso se destaca pela produção de teca e de eucalipto que responde por 189 mil hectares (3% da área plantada com eucalipto no País). “O eucalipto é carro chefe do estado na produção de biomassa para atender as indústrias de etanol de milho. Existe a perspectiva de ampliar a produção no estado, principalmente porque o valor da biomassa está aquecido”, ressalta. “Há a expectativa do Mato Grosso ultrapassar os 500 mil hectares com eucalipto até 2032”, calcula.

A perspectiva é de crescimento, mas o pesquisador alerta ser preciso estar próximo às áreas de consumo para que o produto seja competitivo. No caso do eucalipto, a produção deve estar a apenas 150 km dos polos de produção de biomassa/energia. “Cada propriedade precisa identificar o componente florestal que melhor se adeque as características individuas para tornar o processo de ILPF mais adequado”, explica. “Sabemos que as árvores irão interferir na produtividade dos demais componentes, mas além dos serviços ecossistêmicos, o componente florestal irá se converter em compensação de renda perdido nos demais componentes do sistema, quando adotado adequadamente”, afirma.

Cases de sucesso – O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Flávio Jesus Wruck, apresentou a produção em Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O pesquisador afirmou que todos as áreas, independentemente do tamanho, bioma, podem adotar os sistemas integrados, aproveitando a localização, o mercado e as condições climáticas, entre outros componentes individuais. “A ILPF é um conjunto de tecnologias democráticas, tanto que apresento cases de sucesso adotados em propriedades de pequeno, médio e grande porte para enfatizar a viabilidade do sistema”, reforça.

Wruck apresentou informações a Fazenda Pontal, em Nova Guarita, em MT, como exemplo de grande propriedade que adota o sistema ILPF, com sucesso. Dos 8500 mil hectares, 44% são destinados à área produtiva, sendo 1300 hectares com soja e 2500 hectares com pecuária de corte. Outro exemplo bem-sucedido, de média propriedade, é a Fazenda Santana, em Sorriso, em MT, localizada no bioma Cerrado. Além disso, o pesquisador apresentou informações da Estância Nossa Senhora Fátima, em Cáceres, em MT, pequena propriedade de agricultura familiar. A área de 5 hectares fez renovação de pastagem e conseguiu ampliar a produtividade do leite. “Para trazer apenas um resultado, destaco que a renda bruta do casal saltou de R$ 2.394,00 para R$ 13.600,00, o que mostra o benefício do sistema, inclusive para pequenas áreas”, destaca.

Descarbonização da agricultura – O pesquisador Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte, apresentou a produção de carne e leite em sistemas de baixo carbono. “Ao avaliar a pegada de carbono da carne brasileira, identificamos que os sistemas que mais emitem os Gases de Efeito Estufa são os menos eficientes. A adoção de boas práticas agropecuárias, portanto, além de emitir menos GEEs, garante maior produção em menor tempo e amplia o benefício econômico”, ressalta Giolo.

Segundo ele, a Embrapa Gado de Corte investiu anos de estudo e realizou diversos experimentos com ILPF, enfocando o potencial do componente florestal no sequestro de carbono e na neutralização de metano. A criação de protocolos permitiu que, entre 2015 e 2019, a Embrapa validasse junto ao setor produtivo a carne carbono neutro. O primeiro resultado foi obtido em 2020, quando a fazenda Santa Verginea foi certificada para produzir carne carbono neutro. Atualmente, o selo está disponível no mercado, em parceria entre Embrapa e Marfrig.

Também está sendo criado o selo Carne Baixo Carbono, que deve chegar ao mercado em 2022. “Neste caso, o componente de fixação de carbono não é a floresta, mas o processo de carbono fixado no solo”, explica.

Sobre o evento – O Famato Embrapa Show é uma realização da Famato, Embrapa Agrossilvipastoril e Senar-MT. Reúne tecnologias desenvolvidas por 18 unidades de pesquisa que estão sendo apresentadas por mais de 50 empregados, entre pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento das tecnologias e analistas de transferência de tecnologia. Estão demonstradas aproximadamente 60 soluções desenvolvidas pela Embrapa para apoiar agricultores e pecuaristas a terem mais eficiência e sustentabilidade na produção. (Ascom)

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