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SÃO PAULO - Os maus hábitos alimentares estão causando uma nova epidemia entre os índios Xavantes em Mato Grosso. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e da USP efetuaram estudo e constataram alto índice de diabetes tipo 2 entre os xavantes.diabetes

Ao menos 157 indígenas se submeterem a um acompanhamento médico sendo que 70% deles foram diagnosticados com diabetes. Segundo o estudo das universidades, o consumo de alimentos industrializados, o sobrepeso e o sedentarismo são as principais causas da doença entre esse povo que só habita o Mato Grosso, especialmente o Araguaia.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde esclareceu que trabalha constantemente com os povos xavantes na prevenção de doenças. Também são incentivados hábitos alimentares saudáveis e atividades físicas, mas mesmo assim, parece que a doença segue se instalando nas aldeias.

No Brasil

Hoje, o número total de pessoas que vivem com o diabetes tipo 1 ou tipo 2 chega a mais de 13 milhões somente aqui no Brasil. Dessas, estima-se que 90% tenham diabetes tipo 2. Nesse tipo de diabetes, a insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente ou não age de forma adequada para diminuir a glicemia. Ele é mais comum em adultos com obesidade e em pessoas com histórico familiar de diabetes tipo 2.4

Os níveis elevados de açúcar no sangue podem lesionar as paredes dos vasos sanguíneos, provocando o estreitamento deles. Essa condição pode comprometer o funcionamento de órgãos importantes do organismo, como o cérebro e o coração.

Diabetes

O problema não começa com um ataque das próprias células de defesa ao pâncreas, a fábrica de insulina. O tipo 2 começa com a resistência à insulina, o hormônio que ajuda a distribuir a glicose para dentro das células.

Ou seja, esse hormônio é produzido, mas não consegue atuar direito. Para compensar a situação, o pâncreas acelera a produção de insulina. Porém, com o tempo, o órgão fica exausto e as células começam a falhar. Até que, um dia, o pâncreas não dá mais conta da sobrecarga. A partir daí, o açúcar no sangue dispara e fica permanentemente alto.

A longo prazo, a glicemia elevada pode causar sérios danos ao organismo. Entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos sanguíneos, comprometendo a oxigenação dos órgãos e aumentando o risco de infartos e AVCs, além de outras complicações graves.

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