Ao Vivo Água Boa - MT (99,7 FM)

Laranjinha Programa: Recanto do Laranjinha
Locutor: Laranjinha

Ouça Agora!

(66) 99652-7007

Ao Vivo Querência - MT (97,9 FM)

Myke Alexandre Programa: Canto da Terra
Locutor: Myke Alexandre

Ouça Agora!

(66) 98438-0051

Outubro Rosa e câncer de mama - Sociedade Brasileira de Mastologia informa sobre Prevenção, queda do número de mamografias, tratamento e estilo de vida

Com a chegada do Outubro Rosa e permanência da pandemia do Covid-19, o cenário do câncer de mama no país ainda preocupa. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Mastologia reforça sua mensagem à população para a importância do diagnóstico precoce, com a realização de exames preventivos e visitas regulares ao médico. Intitulado QUANTO ANTES MELHOR, o movimento chama a atenção para a necessidade de adoção de um estilo de vida que compreenda a prática de atividades físicas e alimentação saudável, minimizando riscos não só do câncer de mama, como de muitas outras doenças. Outra mensagem-chave da entidade é para, quando preciso, o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico, aumentando a sobrevida e chances de cura da paciente.

De acordo com o Dr. Vilmar Marques, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, o atual contexto requer muita atenção devido ao quadro pandêmico que fez com que, em certos momentos dentro desse pouco mais de um ano e meio, houvesse uma redução de mais de 70% na presença de mulheres às unidades hospitalares. "Mastologistas da SBM em todo o Brasil monitoraram essa movimentação que, certamente, variou de região para região, porém em todo o território nacional houve queda na procura por exames preventivos e tratamento", afirma Marques.

Ele lembra que o câncer de mama se tornou o mais comum no mundo no mundo e, assim com qualquer outro, ele não espera, ou seja, interromper o tratamento pode acarretar "prejuízos" irreversíveis em certos casos. "Não queremos alarmar, mas, sim, orientar a população. Compreendemos a nossa impotência diante da pandemia e do isolamento social que foi necessário em certo período. Mas, agora, com o avanço da vacinação, é primordial que não só seja retomada a rotina de tratamento, como acelerada. Quanto antes retomar melhor", alerta o mastologista.

O presidente ressalta ainda que o fato de não ter a doença diagnosticada não significa que a pessoa não precisa fazer o rastreamento. Ele destaca que uma coisa não tem nada a ver com a outra, pois é imprescindível que a mulher, principalmente as de 40 anos de idade em diante, realizem anualmente a mamografia, exame mais eficaz para o diagnóstico precoce. "Temos de uma vez por todas adotar o conceito de saúde preventiva. Muitas mulheres não fazem com medo de achar algo, mas é importante entender que quem acha tem a chance de cuidar. E quanto mais cedo for, melhores serão as chances de cura", diz o doutor, acrescentando que, embora não tenha dados oficiais, diversos mastologistas de muitos estados detectaram aumento do diagnóstico tardio, ou seja, com a doença em estágio avançado, o que pode estar relacionado a redução do rastreamento no último ano.

Fatores de risco

Diversos estudos revelam, por exemplo, que o sobrepeso e a obesidade, além da falta de atividades físicas no dia a dia, aumentam os riscos para câncer de mama e ainda proporcionam uma má qualidade de vida para quem está em tratamento. "Nosso alerta é para QUANTO ANTES mudar o estilo de vida MELHOR para a saúde e isso envolve exercícios, alimentação saudável e a consciência da saúde preventiva como um todo", afirma o Dr. Vilmar Marques. Sedentarismo, consumo de álcool, noites mal dormidas, entre outros, também contribuem para baixar imunidade.

Dicas de hábitos para uma rotina saudável

• Alimente-se bem e não fique muito tempo sem comer, ou seja, prefira comer de três em três horas, em pequenas quantidades, sempre priorizando os alimentos naturais e evitando os alimentos industrializados.

• Evite o excesso de gorduras e carboidratos simples, como açúcar adicionado aos alimentos, doces, sucos de caixinha ou saquinho, refrigerantes, pão branco, macarrão, sempre preferindo as opções integrais.

• Procure ingerir proteínas de boa qualidade, principalmente frutas, legumes e verduras por serem fontes de vitaminas e minerais essenciais e ricas em fibras que ajudam na saciedade e no funcionamento adequado do intestino.

• Faça exercícios físicos durante a semana. O ideal são 150 minutos de exercícios físicos moderados divididos entre os cinco dias ou 75 minutos de exercícios vigorosos divididos pelos dias da semana.

• Planeje o seu dia alimentar e tente segui-lo.

Vacinação do Covid-19 e tratamento

Em relação à vacinação do Covid-19, a SBM também reforça que é primordial que todas as mulheres se vacinem, inclusive as diagnosticadas com câncer de mama, pois não há nenhuma contraindicação. "Nenhuma mulher deve abdicar da vacinação por medo de que ela possa causar doenças na mama ou afetar seus exames, pois essa possibilidade não existe", afirma o Dr. Vilmar Marques, acrescentando que as pacientes compõem o grupo de risco, muitas com a imunidade baixa devido ao tratamento que estão sendo submetidas.

Novo estudo revela que queda passou dos 40% e que índice de mulheres com nódulos palpáveis também aumentou

Desde o início da pandemia, mastologistas e pesquisadores da Sociedade Brasileira de Mastologista (SBM) acenderam o sinal de alerta sobre o impacto que o isolamento social poderia causar no rastreamento periódico das mulheres bem como no tratamento das pacientes de câncer de mama. Passado um ano e meio, novo estudo da entidade aponta que o número de mamografias realizadas em 2020 foi 42% menor que o ano anterior em todo o território nacional. Dados preliminares, não publicados, apontam que ainda não houve recuperação para os níveis anteriores à pandemia.

De acordo com a Dra. Jordana Bessa, coordenadora do estudo e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), além de verificar a diferença na realização do exame, o estudo visou também investigar se houve um aumento na proporção de mulheres submetidas a mamografia para fins de diagnósticos, com nódulos palpáveis. Ela explica que, entre as mulheres que se apresentaram para mamografia, a proporção de nódulos palpados foi significativamente maior em 2020. "Infelizmente as notícias não são boas. Além da queda na realização das mamografias, exame fundamental para o rastreamento da doença, identificamos um aumento de mulheres com nódulos palpáveis, saindo de 7,0% em 2019 para 7,9% em 2020, algo de extrema preocupação para todos nós", afirma.

Segundo a médica, a queda se acentuou a partir de abril de 2020, primeiro mês de distanciamento social. Todo o país sentiu esse baque, porém Rondônia foi o estado mais afetado, com queda de 67%. "No geral o impacto foi bastante acentuado em todo o país", reforça a mastologista.

O estudo teve como base o número de mamografias realizadas pelos serviços públicos de saúde brasileiros, disponibilizados pelo DATASUS, um banco de dados de acesso aberto. O levantamento comparou o número de mamografias realizadas em 2019 e 2020, em mulheres com idade entre 50-69 anos, estratificadas por mês, em cada estado da federação, e pela presença de nódulos palpáveis. Mamografias de instituições privadas não foram incluídas. Em números absolutos, houve cerca de 800.000 exames a menos em 2020. Considerando a taxa de detecção da mamografia digital, isso pode significar cerca de 4 mil casos de câncer de mama não diagnosticados até o final de 2020.

"No geral, a conclusão que podemos chegar é que a pandemia agravou o cenário do rastreamento do câncer de mama no Brasil, que sempre caminhou abaixo do que preconiza a Organização Mundial da Saúde. Isso pode implicar no aumento do diagnóstico em estágios mais avançados", explica a mastologista. Por essas e outras dificuldades, ao contrário de diversos países, o Brasil não consegue reduzir a mortalidade por câncer de mama. (Ascom)

Veja mais notícias: