ÁGUA BOA – A Polícia Militar foi chamada na madrugada de hoje, por volta de 4h 50min, ao Bairro universitário, para uma ocorrência de violência doméstica e incêndio.
O caso aconteceu na Rua 01, bairro universitário. No endereço, os PMs constataram a presença do suspeito e de três menores de idade, com idades entre 16 e 7 anos. No interior da residência, verificou-se que o quarto do casal havia sido incendiado, encontrando-se a cama completamente queimada, bem como os móveis ao seu redor consumidos pelo fogo.
Havia muita fumaça espalhada pelo quarto e demais cômodos da casa. A situação expunha a vida dos menores em contexto de violência doméstica. Diante do cenário, foi acionado o Corpo de Bombeiros, que realizou o atendimento pré-hospitalar aos menores, encaminhando-os ao Hospital Regional Paulo Alemão.
Os Bombeiros realizaram ainda o controle do incêndio. Em relato aos policiais militares, a menor informou que o suspeito é seu padrasto e que todos se encontravam na festa junina, quando teve início uma discussão entre o suspeito e sua genitora.
Segundo ela, o suspeito, já bastante embriagado teria ameaçado botar fogo na casa onde residem. Após a discussão, o suspeito levou os menores para a residência e, em seguida, o incêndio teve início, concretizando a ameaça anteriormente proferida.
A menor acrescentou ainda que o suspeito já havia praticado conduta semelhante, relatando que em outra oportunidade, ele ateou fogo em um colchão na mesma residência. Em entrevista com o suspeito, após esclarecer seus direitos de permanecer em silêncio, este declarou que estava fumando e que, ao jogar uma bituca de cigarro sobre a cama, o incêndio teria começado.
Ele ressaltou que ao perceber as chamas, tentou apagá-las. Ressalta-se que a genitora dos menores não compareceu à residência durante o atendimento da ocorrência.
Conselho Tutelar foi acionado mas não compareceu
Considerando a intensa fumaça no interior do imóvel e a situação de risco evidente aos menores, foi acionado o Conselho Tutelar por todos os contatos oficiais, tanto por ligação quanto por aplicativo de mensagens, não havendo êxito em nenhum dos meios.
Segundo o BO da PM, não houve comparecimento de qualquer conselheiro ao local para acompanhar os menores.

