Inquérito apura eventual posse para consumo pessoal e suposta corrupção de menores em endereço utilizado simultaneamente por entregadores via aplicativo.
Nesta quarta-feira (17), a Polícia Militar (19ª CIPM) conduziu um indivíduo à Delegacia de Polícia Civil em Querência (MT) para prestar esclarecimentos referentes a um suposto envolvimento com uso de entorpecentes e possível corrupção de menores. A intervenção ocorreu na Avenida Norte, Setor F, no momento em que as autoridades de segurança flagraram duas adolescentes no interior de um imóvel residencial que operava simultaneamente como base de apoio para profissionais de aplicativos de transporte e entrega.
A operação originou-se de um chamado formalizado pelo Conselho Tutelar do município. O órgão de proteção recebeu a informação preliminar de que as jovens, que constavam como ausentes de seus domicílios desde o dia anterior, estariam consumindo substâncias ilícitas na companhia de adultos. Ao chegarem ao local, os agentes públicos ratificaram a presença das menores juntamente com quatro homens maiores de idade, dos quais três estavam caracterizados com uniformes de plataformas digitais de serviço de delivery.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela corporação militar, um dos presentes identificou-se como dono e responsável pela residência. Durante o procedimento padronizado de busca pessoal e varredura no local, as guarnições apreenderam três porções de material com características análogas à maconha, além de papel de seda, um aparelho celular e dez reais em espécie. Diante das evidências físicas recolhidas no local, o proprietário do imóvel foi qualificado na condição de suspeito e submetido aos trâmites iniciais na central militar, sendo consignado documentalmente que não houve qualquer registro de lesão corporal durante a abordagem.
Com o desfecho da fase ostensiva, as adolescentes foram inseridas sob a custódia institucional temporária do Conselho Tutelar até o comparecimento da representante legal de uma delas, que assumiu a responsabilidade imediata ainda durante a confecção do registro policial. O inquérito tramita agora na delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde a autoridade policial competente promoverá as oitivas necessárias para apurar a efetiva autoria e a tipificação penal definitiva dos fatos.

